Cláudio Castro oficializa saída do governo do RJ em meio à ameaça de inelegibilidade pelo TSE
O ex-governador do Rio de Janeiro oficializou sua renúncia ao Executivo fluminense na tarde desta segunda-feira (23), às vésperas da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que decidirá se ele ficará ou não inelegível por oito anos.
A cerimônia de encerramento do mandato de Castro ocorreu no Palácio Guanabara, sede do governo. Com a renúncia, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do RJ, assume o cargo e convoca eleições indiretas para definir quem ocupará o governo estadual até o fim de 2026.
Até o momento, dois ministros do TSE votaram pela perda do mandato de Castro, antes de o ministro Nunes Marques pedir vistas. Com sua saída, ele não será cassado e responderá apenas pela inelegibilidade.
A chapa de Castro é investigada por abuso de poder político e econômico, irregularidades em gastos de recursos eleitorais e conduta proibida aos agentes públicos no período eleitoral. As suspeitas envolvem a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com a contratação de milhares de pessoas sem concurso e o uso de programas públicos com finalidade eleitoral.
Se o TSE votar pela cassação imediata com declaração de inelegibilidade, Castro ficaria impedido de registrar candidatura em agosto, prazo-chave do calendário eleitoral. Castro poderia ainda recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e tentar obter uma liminar para suspender os efeitos da inelegibilidade, o que reabriria espaço para participação na disputa.