Governo lança catálogo e defende indústria de defesa voltada à dissuasão
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, destacou nesta segunda-feira (23) que a indústria de defesa nacional deve assumir protagonismo estratégico no país, não para promover guerras, mas para contribuições o desenvolvimento econômico e tecnológico.
O Ministério da Defesa lançou o Catálogo de Produtos da Base Industrial de Defesa do Brasil, documento que reúne 364 produtos e 154 empresas, abrangendo aeronaves, veículos blindados, sistemas de monitoramento e embarcações, incluindo plataformas tripuladas e não tripuladas.
Segundo Múcio, o fortalecimento do setor está ligado à capacidade de dissuasão e ao avanço produtivo nacional. “Podemos crescer muito, pensando na dissuasão, não na agressão, pensando na geração de emprego, de impostos, no desenvolvimento tecnológico”, disse durante o evento realizado na sede da pasta.
De acordo com o ministro, a expansão da indústria de defesa não representa adesão ao belicismo. “Precisamos que a sociedade entenda que não somos uma indústria da guerra, e sim uma indústria de cogeração e participação no desenvolvimento do país”, afirmou.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou que o fortalecimento do setor é essencial para garantir a “vida” do Brasil. Ele destacou ainda que a expansão da defesa nacional pode contribuir para áreas como saúde, agricultura e ciência. “Uma indústria de defesa forte é um seguro de vida para a nação e um motor para a Nova Indústria Brasil”, declarou.
Alckmin acrescentou que o setor pode agregar valor à economia e posicionar o país na vanguarda da inovação, ao mesmo tempo em que lamentou o que classificou como “desindustrialização precoce” do Brasil. Segundo ele, a produção nacional de materiais de defesa militar é um dos eixos centrais do programa Nova Indústria Brasil.
O ministro também destacou o papel do BNDES, da Finep e da Embrapii no fomento ao segmento e enfatizou a importância das exportações. "Uma indústria exportadora, inovadora, sustentável, competitiva e exportadora", frisou.
Durante o evento, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que o catálogo é um instrumento "importantíssimo para continuar fazendo com que a nossa indústria de defesa seja um instrumento para o desenvolvimento sustentável do Brasil".
Também participou o secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues, que destacou o potencial de abertura de novos mercados. “O catálogo vai além do registro de produtos e serviços. Trata-se de um instrumento de abertura de mercado”, disse.
Ele acrescentou que a iniciativa busca ampliar a presença brasileira tanto no mercado interno quanto no internacional, com produtos confiáveis, competitivos e consistentes. Rodrigues ressaltou ainda que a indústria de defesa gera empregos e amplia a arrecadação.
“O desenvolvimento de soluções fortalece a autonomia que o Brasil precisa”, afirmou.
Por Sputinik Brasil