Mídia: China defende aterro nas ilhas Paracel após protestos do Vietnã e alerta para soberania
A China defendeu suas atividades de aterro nas ilhas Paracel, afirmando que elas têm como objetivo melhorar as condições de vida e fortalecer a economia local. Segundo o porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, as ilhas Xisha — nome chinês do arquipélago — são parte incontestável do território chinês.
O porta‑voz chinês declarou que as construções fazem parte de ações legítimas em território nacional, embora não tenha especificado exatamente onde ocorrerão os trabalhos.
Segundo o South China Morning Post, uma resposta veio após críticas do Vietnã, que denunciou a artilharia das operações de dragagem e aterro no Recife Antelope.
A porta‑voz vietnamita Pham Thu Hang afirmou que Hanói “se opõe resolutamente” às atividades chinesas e apresentou protestos formais. Ela reiterou que o Vietnã possui “amplas evidências históricas e fundamentos legais” para reivindicar soberania sobre as ilhas Paracel e classificou qualquer construção estrangeira sem autorização como ilegal.
Relatórios recentes da Iniciativa de Transparência Marítima da Ásia, ligados ao think tank CSIS, indicaram que cerca de 603 hectares foram recuperados no Recife Antelope, com base em imagens de satélite comercial. A escalada do aterro foi considerada “impressionante”, superando inclusive a área da Ilha Woody, principal base administrativa chinesa na região.
Se o ritmo atual continuar, o Recife Antelope poderá se tornar a maior estrutura chinesa nas Paracel e possivelmente em todo o mar do Sul da China, rivalizando com o Recife Mischief, nas ilhas Spratly, que cobrem aproximadamente 608 hectares.
O Mischief é hoje a maior ilha artificial chinesa e abriga pistas de pouso e sistemas militares.
Imagens anteriores, citadas pelo portal Newsweek, já apontaram que a dragagem no Recife Antelope havia sido retomada em outubro do ano passado. A área é estrategicamente localizada entre Hainan, no sul da China, e Da Nang, no Vietnã, reforçando seu valor geopolítico.
Por Sputinik Brasil