NEGÓCIOS & SAÚDE

Fleury firma termo não vinculante com Oncoclínicas e Porto Seguro para possível sociedade

Acordo poderá resultar em investimento conjunto de R$ 500 milhões em nova holding voltada ao setor oncológico

Publicado em 23/03/2026 às 08:49
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Grupo Fleury anunciou nesta segunda-feira, 23, a adesão a um Term Sheet com as Oncoclínicas e a Porto Seguro, sinalizando uma possível operação estratégica entre as companhias. Conforme comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o acordo prevê que Fleury e Porto investirão, juntos, R$ 500 milhões em uma nova empresa (NewCo), por meio de uma sociedade holding, na qual seriam os únicos acionistas e controladores da NewCo.

Na estrutura proposta, a Oncoclínicas contribuiria com ativos e operações de suas clínicas oncológicas, além de assumir seus endividamentos e passivos, limitados a R$ 2,5 bilhões — incluindo parcelamentos de M&A, tributos, fornecedores e outros instrumentos financeiros.

O documento detalha ainda que a nova empresa emitirá debêntures voluntariamente conversíveis em ações ordinárias, que poderão ser subscritas pela Porto e/ou pelo Fleury. A Oncoclínicas também terá direito de subscrição de até 30% do volume total dessas debêntures. A operação poderá atingir R$ 500 milhões, com prazo de vencimento de 48 meses e pagamentos de 110% do CDI. A conversão poderá ser solicitada a partir do 36º mês da remessa ou em caso de evento de liquidez da NewCo.

De acordo com o comunicado, a Oncoclínicas concedeu exclusividade de 30 dias, a partir de 13 de março de 2026, para que Fleury e Porto negociem os documentos definitivos, que definem as bases finais da eventual operação, incluindo regras sobre debêntures conversíveis, ativos, passivos, investimentos e demais pontos considerados relevantes pelas partes.

O Fleury enfatiza que, mesmo com a celebração dos documentos definitivos, a efetivação da operação dependerá do cumprimento de condições precedentes usuais, como aprovação de órgãos reguladores e de terceiros.

A empresa ressalta ainda que, até o momento, não há qualquer documento vinculante acordado e, portanto, não existem obrigações de efetivar a operação.