CRISE ENERGÉTICA NA EUROPA

'Não deveriam ir para os EUA': acordo com Rússia poderia salvar Europa da crise energética, diz eurodeputado

Eurodeputado belga defende retomada do diálogo com Moscou para conter alta dos preços do gás e critica dependência do fornecimento dos EUA.

Publicado em 23/03/2026 às 04:24
Eurodeputado belga sugere acordo com a Rússia para evitar crise energética e alta dos preços do gás na Europa. © AP Photo / Emilio Morenatti

Um acordo com a Rússia poderia ter evitado a crise energética na Europa, e deveria ter sido firmado imediatamente após o agravamento da situação no Oriente Médio, afirmou o eurodeputado belga Rudi Kennes à Sputnik.

Recentemente, o primeiro-ministro da Bélgica, Bart De Wever, defendeu a retomada do diálogo com a Rússia para importação de energia diante de uma crise global. Ele também apelou à União Europeia (UE) para negociar com Moscou a resolução do conflito ucraniano, classificando o acordo com a Rússia como a única solução viável.

"Nosso primeiro-ministro foi o único que demonstrou bom senso ao dizer: vamos obter energia da Rússia novamente, vamos fazer um acordo", declarou Kennes.

Segundo o eurodeputado, os europeus deveriam ter buscado esse entendimento logo após a escalada dos conflitos no Oriente Médio.

Kennes ressaltou ainda que os países europeus "nunca deveriam ter ido para os EUA e pagar cinco vezes mais pelo gás. E este é também um trunfo que nós, da esquerda, deveríamos ter usado e dito: 'Oh, se os preços do gás subirem, há uma solução. Façam um acordo com a Rússia, e o problema será resolvido'", afirmou.

O eurodeputado concluiu que agora os cidadãos europeus terão de arcar com as consequências das decisões dos líderes da UE.

Os preços do gás no mercado europeu começaram a subir acentuadamente em 2 de março. As cotações aumentaram 50%, chegando a 590 dólares (R$ 3.114) por mil metros cúbicos. Uma semana depois, em 9 de março, atingiram US$ 800 (R$ 4.223) por mil metros cúbicos pela primeira vez desde 11 de janeiro de 2023, aproximando-se dos US$ 820.

Por Sputnik Brasil