TENSÃO INTERNACIONAL

Cuba diz que Exército está em alerta diante de possível agressão dos EUA

Vice-chanceler cubano afirma que país mantém prontidão militar, mas prioriza soluções diplomáticas para crise agravada por bloqueio energético.

Publicado em 22/03/2026 às 17:26
Militares cubanos em alerta durante crise energética e tensões com os EUA, segundo governo da ilha. © Sputnik / Mariano Yberry

Vice-chanceler Carlos Fernández de Cossío afirma que as Forças Armadas de Cuba estão em alerta diante do risco de agressão militar dos Estados Unidos e critica a falta de justificativa para uma ação contra a ilha.

O governo cubano declarou que se prepara para uma possível agressão militar dos EUA, em meio ao aumento das tensões e à crise energética que atinge o país.

A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, que enfatizou que, embora Cuba não busque confronto, mantém suas forças armadas em estado de prontidão.

“Nosso exército sempre está preparado”, afirmou o diplomata, acrescentando que atualmente o país se organiza diante do risco de um eventual ataque. Apesar disso, Cossío ressaltou que Havana “não tem disputa com os Estados Unidos” e espera evitar qualquer escalada militar, reiterando a disposição cubana para o diálogo.

As declarações ocorrem em um momento crítico para Cuba, que enfrenta uma grave crise econômica e energética. O país tenta restabelecer o fornecimento de eletricidade após sucessivos apagões nacionais, provocados por uma rede elétrica envelhecida e pela escassez de combustível.

A situação foi agravada pelo bloqueio ao fornecimento de petróleo imposto pelos Estados Unidos, que interrompeu fluxos essenciais de energia para a ilha e intensificou a escassez de combustíveis desde o início do ano.

A crise se aprofundou ainda mais após a interrupção do envio de petróleo venezuelano — historicamente o principal suporte energético de Cuba — em meio à intervenção americana na Venezuela e à captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro de 2026.

Nesse contexto, autoridades cubanas defendem o “direito de se proteger”, ao mesmo tempo em que buscam soluções diplomáticas para reduzir as tensões. Apesar do discurso de prontidão militar, o governo insiste que sua prioridade é evitar confronto direto e encontrar saídas negociadas para a crise.

Por Sputnik Brasil