TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Irã ameaça instituições financeiras que financiam orçamento militar dos EUA

Presidente do Parlamento iraniano diz que ativos ligados ao Tesouro americano podem se tornar alvos. Governo também nega fechamento do Estreito de Ormuz, mas reforça ameaças a países que abrigam bases dos EUA.

Publicado em 22/03/2026 às 16:53
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou neste domingo (22) que instituições financeiras que financiem o orçamento militar dos Estados Unidos podem se tornar o próximo alvo legítimo do país persa. A declaração foi feita por meio de publicação na rede social X.

"Os títulos dos Treasuries americanos estão banhados com o sangue iraniano. Ao comprá-los, você está, na prática, comprando um ataque contra seus próprios ativos e infraestrutura", escreveu Ghalibaf. "Estamos monitorando seus portfólios, esse é o seu aviso final."

Em outra publicação, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, desmentiu relatos de que o Estreito de Ormuz teria sido fechado por Teerã. "O Estreito não está fechado. Os navios estão hesitando porque seguradoras temem a guerra cuja escolha de iniciar foi de vocês, e não do Irã", afirmou, também no X. Apesar de não citar nomes diretamente, a mensagem faz referência aos Estados Unidos e a Israel, apontados pelo governo iraniano como responsáveis pelo início do conflito em 28 de fevereiro.

O ministro acrescentou que "nenhuma seguradora ou iraniano será abalado por novas ameaças" e pediu respeito por parte dos americanos e israelenses. "A liberdade de navegação não existe sem liberdade de comércio. Respeite ambos, ou não espere nenhum deles", declarou.

Mais cedo, no entanto, autoridades iranianas haviam informado que o Estreito de Ormuz estava completamente fechado para embarcações de países considerados "inimigos".

O regime iraniano também ameaçou provocar "danos irreversíveis" a alvos de energia, tecnologia e dessalinização em países do Oriente Médio que abriguem bases militares dos EUA, caso o presidente Donald Trump leve adiante a ameaça de atacar instalações de energia do Irã.