Turquia intensifica articulações diplomáticas para conter guerra no Oriente Médio
Chanceler Hakan Fidan amplia diálogo com países árabes e potências globais em busca de solução para o conflito, enquanto escalada militar no Golfo Pérsico permanece incerta.
Chanceler Hakan Fidan conversa com líderes de Catar, Arábia Saudita, Irã e potências internacionais enquanto escalada no Golfo Pérsico pode durar semanas e depende da posição dos EUA.
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, intensificou contatos diplomáticos para tentar conter o avanço da guerra no Oriente Médio. Segundo fonte do Ministério das Relações Exteriores turco, Fidan discutiu, por telefone, iniciativas para encerrar o conflito com seus homólogos do Catar e da Arábia Saudita, além de representantes do Paquistão.
“O ministro das Relações Exteriores, Fidan, realizou conversas telefônicas no domingo, 22 de março, com o primeiro-ministro adjunto e chanceler do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, com o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan Al Saud, e com representantes do Paquistão. Durante as conversas, foram discutidos esforços para encerrar a guerra”, informou a fonte.
Em seguida, Fidan também manteve diálogo com o ministro das Relações Exteriores do Iraque, Fuad Hussein, para tratar dos últimos acontecimentos na região. Fontes adicionais relataram que, ainda no domingo, o chanceler turco conversou por telefone sobre medidas para encerrar o conflito no Golfo Pérsico com os ministros das Relações Exteriores do Irã e do Egito, além de autoridades dos Estados Unidos e da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.
Segundo Fidan, a escalada de tensão no Golfo Pérsico pode se prolongar por pelo menos mais duas a três semanas, sendo a postura dos Estados Unidos considerada determinante para os próximos passos.
Desde 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel vêm realizando ataques contra alvos no Irã, inclusive em Teerã, resultando em danos e vítimas civis. Em resposta, o Irã tem promovido ações de retaliação contra o território israelense e bases militares dos EUA no Oriente Médio.
Por Sputnik Brasil