PODER NAVAL

China testa novos destróieres e reforça vantagem sobre EUA, aponta revista

Exercícios com navios do Tipo 055 evidenciam avanços tecnológicos da Marinha chinesa diante das limitações dos EUA.

Por Por Sputnik Brasil Publicado em 22/03/2026 às 11:47
Destróieres chineses do Tipo 055 em exercícios reforçam avanço naval frente aos EUA. © Foto / Handout

A Marinha chinesa realizou os primeiros exercícios de treinamento de combate com seus dois mais recentes destróieres do Tipo 055, batizados de Anqing e Dongguan, conforme destacou a revista Military Watch.

Segundo a publicação, após a incorporação do oitavo destróier do Tipo 055, o Xianyang, em abril de 2023, os navios Anqing e Dongguan entraram em serviço no início de março, tornando-se o nono e o décimo modelos da classe.

Essas embarcações integram uma segunda geração de produção e apresentam avanços significativos em relação às versões anteriores.

"Os dois navios operam sob o comando da Marinha do Comando do Teatro Oriental, também conhecido como Frota do Mar Oriental, responsável pelas operações no mar da China Oriental contra as forças dos EUA e do Japão, além de contribuir significativamente para possíveis operações no estreito de Taiwan", ressalta a publicação.

De acordo com a revista, a China desenvolveu um dos maiores e mais avançados navios de guerra do mundo, equipados com múltiplos lançadores para diferentes tipos de mísseis.

Os destróieres contam ainda com radares de última geração, que proporcionam amplo alcance de detecção e elevada consciência situacional. A participação dessas embarcações em operações militares recentes evidencia o crescimento das capacidades navais chinesas.

Por outro lado, o artigo observa que os navios norte-americanos mais antigos enfrentam limitações técnicas e dificuldades para modernização.

Em análise anterior, a revista 19FortyFive apontou que o setor de construção naval dos Estados Unidos atravessa uma crise prolongada, com 82% dos navios nos estaleiros atrasados em relação ao cronograma de comissionamento.

De acordo com a reportagem, a crise não se deve apenas a falhas nos estaleiros ou à capacidade produtiva, mas é resultado de décadas de estagnação estratégica. Fatores como escassez de mão de obra, complexidade tecnológica, excesso de burocracia e atrasos crônicos refletem um cenário crítico no planejamento estratégico da Marinha norte-americana.