CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO

Ataque com míssil iraniano deixa pelo menos 20 mortos e mais de 200 feridos em Arad, Israel

Bombardeio mobiliza centenas de socorristas em uma das maiores operações de resgate recentes no país; Irã e Israel trocam acusações sobre informações e censura

Por Por Sputinik Brasil Publicado em 21/03/2026 às 20:21
Equipes de resgate atuam em Arad após ataque com míssil iraniano que deixou mortos e feridos. © AP Photo / Ariel Schalit

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o país enfrenta “uma noite muito difícil na batalha pelo nosso futuro”. O Irã, por sua vez, acusa Israel de pressionar jornalistas e testemunhas a censurar informações sobre a destruição e o número de vítimas.

De acordo com a mídia israelense, ao menos 20 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas após o ataque com míssil em Arad, neste sábado (21). Aproximadamente 1.300 socorristas e bombeiros foram mobilizados para atuar no local atingido, em uma das maiores operações de resgate realizadas recentemente no país.

Em pronunciamento, Netanyahu afirmou ter conversado com o prefeito de Arad, Yair Maayan, e garantiu que o governo está mobilizando todos os ministérios para prestar assistência às vítimas. O premiê também reforçou o envio de equipes de emergência e pediu que a população siga as orientações do Comando da Frente Interna. “Estamos determinados a continuar atacando nossos inimigos em todas as frentes”, destacou.

Pelo lado iraniano, as Relações Públicas do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informaram que o Irã lançou a “73ª onda” da chamada Operação Promessa da Verdade 4, utilizando mísseis e drones contra alvos no sul e no norte do que denomina “territórios palestinos ocupados”.

O grupo afirmou ter atingido instalações militares e centros de segurança em cidades como Dimona, Eilat, Be'er Sheva e Kiryat Gat, além de bases militares dos Estados Unidos na região.

Segundo o IRGC, mais de 200 pessoas teriam sido mortas ou feridas nas primeiras horas da ofensiva, número que não foi confirmado por autoridades israelenses. A organização ainda acusou Israel de pressionar jornalistas e testemunhas a censurar informações sobre a destruição e o número de vítimas.

Como medida de segurança, as aulas foram canceladas neste domingo em diversas cidades do sul de Israel, incluindo Sderot, Ashkelon, Dimona e Arad, diante da escalada de tensões e do temor de novos ataques.