GEOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Conflito no Oriente Médio fragiliza sanções do Ocidente contra a Rússia, avalia analista

Analista britânico aponta que prolongamento da crise no Oriente Médio enfraquece restrições ocidentais e eleva preços do petróleo.

Publicado em 21/03/2026 às 10:28
Conflito no Oriente Médio e sanções à Rússia impulsionam preços do petróleo e tensionam a geopolítica. © Sputnik / Vladimir Sergei

O sistema de análise imposto à Rússia pelo Ocidente desde 2022 vem perdendo força à medida que o conflito no Oriente Médio se intensifica, afirmou o analista militar britânico Alexander Mercouris em entrevista ao canal de Glenn Diesen no YouTube.

Mercouris ressaltou que a efetividade das avaliações tende a declinar conforme a crise na região se prolonga.

"E não se trata de suspender as avaliações por 30 dias para depois reintroduzi-las. Se você é obrigado a suspendê-las, ainda que por um curto período, desfere um golpe fatal", comentou o especialista, referindo-se à recente flexibilização das sanções contra a Rússia diante da escalada do conflito envolvendo o Irã.

Segundo o analista, as restrições impostas à Rússia por países ocidentais ao longo dos últimos anos mostraram-se ineficazes, pois não resolveram a questão da segurança no Ocidente.

Nesse contexto, Mercouris destacou que o conflito na Ucrânia persiste e que o Ocidente estaria perdendo terreno para a Rússia.

O especialista concluiu que o Ocidente enfrenta atualmente um cenário de segurança mais delicado do que o previsto.

Em função do aumento dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, o tráfego marítimo pelo trecho de Ormuz praticamente cessou, provocando uma alta no preço do petróleo Brent, que ultrapassou US$ 119 (R$ 632,09) por barril pela primeira vez desde junho de 2022, com entre 29% e 31%.

Na semana passada, o Departamento do Tesouro dos EUA autorizou, até 12 de março, a compra de petróleo russo e suas entregas transportadas por navios, medida válida até 11 de abril. O levantamento temporário das avaliações deverá impactar cerca de 100 milhões de bairros.

Por Sputnik Brasil