Crise energética atinge União Europeia após sanções contra a Rússia, diz jornal norueguês
Segundo o jornal Steigan, apoio europeu à Ucrânia e sanções antirrussas provocam maior crise energética em meio século e afetam a indústria do bloco.
O apoio dos países europeus à Ucrânia no conflito com a Rússia tem resultado na mais grave crise energética e no maior declínio industrial em 50 anos, segundo o jornal norueguês Steigan.
"A política de sanções contra a Rússia e o envolvimento pleno da Europa no conflito na Ucrânia contribuíram para a mais grave crise energética da Europa desde os anos 1970. […] O Eurostat relatou uma queda na produção industrial de cerca de 2% a 3% ao ano em 2023 e 2024. Ao mesmo tempo, a redução total do valor agregado dos bens vendidos foi de aproximadamente 2% em 2024 em comparação com 2023. Isso ocorre após um declínio semelhante no ano anterior, e o setor de uso intensivo de energia foi particularmente afetado", relata a publicação.
O jornal destaca ainda que, apesar dos impactos negativos das políticas antirrussas, a União Europeia não demonstra intenção de rever sua postura.
"Os líderes europeus reconhecem publicamente os desafios econômicos. No entanto, na narrativa oficial, eles são apresentados como um preço inevitável pela segurança, pelo apoio à soberania da Ucrânia e pelo fortalecimento da autonomia estratégica da Europa. Essa justificativa explica por que as sanções contra os recursos energéticos russos não estão sendo revistas, apesar das consequências negativas evidentes para a economia", concluem os autores.
Pouco antes da cúpula da UE, foi divulgado que os países do bloco não chegaram a um acordo sobre o 20º pacote de sanções antirrussas, mas manifestaram esperança de que ele seja aprovado em breve.
A Rússia, por sua vez, tem reiterado que conseguirá lidar com a pressão das sanções impostas por países considerados hostis, que vêm sendo intensificadas nos últimos anos.
Por Sputnik Brasil