Uczai afirma que governo federal é o maior aliado dos caminhoneiros
Líder do PT na Câmara defende ações do governo Lula e cobra governadores por redução do ICMS
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), declarou nesta quarta-feira (18), em entrevista coletiva em Brasília, que o governo federal é o "mais aliado dos caminhoneiros". Ele defendeu que a cobrança por políticas contra a alta dos combustíveis deve ser direcionada aos governadores.
Segundo Uczai, há uma movimentação dos caminhoneiros em direção a uma greve, mas ele ressaltou que o governo federal já adotou medidas para amenizar o aumento dos preços. O parlamentar criticou a gestão anterior, de Jair Bolsonaro (PL), pelas privatizações de refinarias, e destacou que o atual governo rompeu com a paridade de preços internacionais, o que considera uma "sorte" diante do cenário atual do País.
"Os caminhoneiros devem reivindicar de quem o controle dos preços de combustíveis? O governo federal do presidente Lula fez sua parte: eliminou PIS e Cofins, aumentou a taxa de exportação para o produto ficar internamente e colocou mais 32 centavos de subsídio. Então, o que o governo tinha condição, fez", afirmou Uczai.
Ele acrescentou: "No que nós queremos nos somar com os caminhoneiros? Cobrar que os governadores dos Estados reduzam o ICMS e que todo mundo ajude a fiscalizar, inclusive os caminhoneiros, onde é que está tendo abuso de aumento do combustível".
Uczai também não descartou que a mobilização dos caminhoneiros possa ter viés bolsonarista. Para o deputado, há "oportunistas" contra o governo, mas reconheceu o "papel fundamental" da categoria no País.
"Neste momento, não há risco de falta de combustível no Brasil. Portanto, é especulação. Os caminhoneiros, se fizerem greve mirando no governo federal? Quem é o mais aliado dos caminhoneiros neste momento é o governo federal, diferente dos governadores, principalmente dos grandes Estados, que não querem reduzir o ICMS", completou.
Por fim, Uczai alertou: "Se tem caminhoneiros preocupados com o processo eleitoral, os caminhoneiros é que vão perder. Os caminhoneiros têm que ajudar a pensar a solução, buscar a solução diante da guerra".