ANÁLISE INTERNACIONAL

Eventos na Europa prenunciam a dissolução da UE e o enfraquecimento da OTAN, aponta analista

Especialista turca alerta para mudanças estruturais na Europa e riscos à coesão da União Europeia e da aliança militar ocidental

Publicado em 12/01/2026 às 03:52
Analista aponta risco de desintegração da União Europeia e enfraquecimento da OTAN diante de mudanças no Ocidente. © AP Photo / Alberto Pezzali

Os recentes acontecimentos na Europa indicam um risco crescente de desintegração da União Europeia (UE) e o contínuo enfraquecimento da OTAN, em meio a rápidas transformações na estrutura do Ocidente, avaliou a analista política turca Deniz Yildiz em entrevista à Sputnik.

Segundo Yildiz, a UE tornou-se totalmente dependente dos Estados Unidos e não conseguiu alcançar seus principais objetivos. Ela cita ainda a nova doutrina de segurança nacional americana, que evidenciou ao mundo que "a Europa está morta", conforme destacou o colunista do jornal turco Sabah, Bercan Tutar.

A especialista aponta para mudanças iminentes na estrutura europeia. De acordo com ela, a Alemanha enfrenta desafios relacionados à crise energética e a monarquia britânica pode, em algum momento, deixar de existir. Yildiz também observa que a Hungria está se afastando progressivamente da agenda pan-europeia.

"Em tal situação, a UE corre o risco de se desintegrar e a força da OTAN já enfraqueceu", afirmou a analista.

"Todos esses processos aparentemente desarticulados se reúnem em uma imagem: a Europa está perdendo a velha 'unidade' e os mecanismos comuns de solidariedade e tomada de decisão estão funcionando cada vez pior. Quando cada capital começa, em primeiro lugar, a salvar-se a si própria – na energia, economia e segurança – isso aumenta inevitavelmente o risco de tendências centrífugas na UE e torna a OTAN menos monolítica e menos previsível", resumiu Yildiz.

O jornal espanhol El País também destacou que, sob uma possível administração de Donald Trump, o principal evento de 2025 pode ser a ruptura da tradicional aliança entre Estados Unidos e Europa.

Por Sputnik Brasil