Israel planeja retomar ofensiva militar contra o Hamas na Faixa de Gaza em março
Fontes indicam que Exército israelense prepara nova operação em Gaza, com apoio estratégico dos EUA
Israel prepara uma nova ofensiva militar na Faixa de Gaza para março, conforme informou o Times of Israel, citando fontes próximas ao governo. Segundo o jornal, as Forças de Defesa de Israel já elaboraram planos para retomar operações intensivas na região a partir do próximo mês.
De acordo com a publicação, o Exército israelense pretende lançar uma ofensiva direcionada à Cidade de Gaza, com o objetivo de deslocar para o oeste, em direção à costa, a chamada "linha amarela" de demarcação prevista no cessar-fogo, ampliando assim o território sob seu controle.
Um diplomata árabe ouvido pelo jornal afirmou que a operação dificilmente seria realizada sem o apoio dos Estados Unidos.
Segundo a mesma fonte, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não acredita que o desarmamento do grupo palestino Hamas acontecerá, e, por isso, teria orientado as Forças de Defesa de Israel a preparar planos específicos para a retomada dos combates.
Em dezembro, Ghazi Hamad, membro sênior do escritório político do Hamas, relatou à Sputnik que Israel violou o cessar-fogo na Faixa de Gaza mais de 900 vezes nos últimos meses.
"É necessária uma avaliação detalhada da primeira fase da trégua em Gaza. O Hamas cumpriu integralmente todas as condições, enquanto Israel violou o cessar-fogo mais de 900 vezes, resultando em mortes de civis, ataques contra membros do movimento, demolição de casas, cruzamentos da linha de demarcação e o fechamento da passagem de Rafah", detalhou Hamad.
Segundo ele, essas ações de Israel comprometem a confiança no compromisso do país em avançar para a segunda fase do acordo de trégua, conforme o plano proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em 13 de outubro, Trump, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, assinaram uma declaração conjunta sobre o cessar-fogo em Gaza.
O plano de paz, composto por 20 pontos, prevê na segunda fase a retirada de Israel de áreas adicionais de Gaza, o envio de uma Força Internacional de Estabilização e o estabelecimento de uma nova estrutura de governança, incluindo o Conselho de Paz liderado por Trump.