EUA discutiram planos para possíveis ataques ao Irã, revela imprensa
Discussões envolveram potenciais alvos militares, mas não houve consenso nem movimentação de tropas, segundo fontes americanas.
Autoridades dos Estados Unidos discutiram planos para possíveis ataques ao Irã, incluindo a definição de alvos estratégicos, em meio a ameaças feitas pelo presidente norte-americano, Donald Trump. A informação foi divulgada pelo jornal Wall Street Journal, que cita fontes do governo dos EUA.
Segundo a publicação, "autoridades do governo Trump realizaram discussões preliminares sobre como conduzir um ataque ao Irã, caso fosse necessário, incluindo quais instalações poderiam ser alvo".
Entre as opções avaliadas estaria uma série de ataques aéreos de grande escala contra diferentes alvos militares iranianos.
Fontes ouvidas pelo jornal, no entanto, destacaram que as conversas ocorreram dentro de protocolos de planejamento padrão, sem indícios de que a ofensiva estivesse prestes a ser executada.
As autoridades ressaltaram ainda que nenhum efetivo militar ou equipamento foi mobilizado para preparar um ataque e que não há consenso nos Estados Unidos sobre a realização de possíveis ações militares contra o Irã.
Trump diz que EUA estão prontos para 'ajudar'
Em meio à onda de protestos no Irã, o presidente Donald Trump afirmou que o país busca liberdade e que os Estados Unidos estão prontos para "ajudar". Trump já havia declarado anteriormente que poderia autorizar um ataque contundente ao Irã caso manifestantes fossem mortos.
"O Irã anseia por liberdade, talvez como nunca antes. Os EUA estão prontos para ajudar", escreveu Trump na rede social Truth Social, sem detalhar possíveis ações.
Reza Pahlavi, filho do xá deposto em 1979, também publicou um vídeo convocando a população iraniana para uma greve geral. Ele afirmou que o objetivo dos protestos é tomar e manter ruas e instalações estratégicas. Pahlavi já havia solicitado anteriormente a Trump que interviesse na crise iraniana.
Desde 8 de janeiro, os protestos se intensificaram após o apelo de Pahlavi, com vídeos nas redes sociais mostrando manifestações amplas em várias cidades. No mesmo dia, houve interrupção do acesso à internet no país.
Os protestos no Irã começaram no fim de dezembro de 2025, motivados pela desvalorização do rial, moeda local. As manifestações têm como foco principal as oscilações da taxa de câmbio e seus impactos nos preços do atacado e do varejo.
Por Sputnik Brasil