POLÍCIA

Homem que mutilou patas de cavalo em Bananal é preso durante operação antidrogas

Suspeito foi detido em ação da Polícia Civil que investiga tráfico de drogas e ligação com facção criminosa; caso de maus-tratos chocou o país em 2023.

Publicado em 10/01/2026 às 14:48
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O homem acusado de mutilar as patas de um cavalo vivo em Bananal, no interior de São Paulo, foi preso neste sábado (10) durante uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas e suspeita de ligação com a facção Comando Vermelho.

De acordo com a Polícia Militar, oito pessoas foram detidas na ação — sete delas eram alvos da investigação e uma foi presa por porte de drogas. Não foi informado se Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, de 21 anos, estava entre os alvos da operação ou se foi detido por outro motivo. A defesa do jovem não foi localizada até o momento.

Ainda segundo a polícia, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão. Em uma das residências, os agentes encontraram 30 pinos contendo cocaína e outros 50 pinos vazios.

Mutilação filmada e divulgada nas redes sociais

Em agosto de 2023, Andrey participou de uma cavalgada com um amigo na zona rural de Bananal. Eles percorreram cerca de 15 quilômetros, principalmente em trechos de subida, até que o cavalo montado por Andrey parou em uma área conhecida como Serra do Guaraná Quente.

Segundo relatos dos envolvidos à polícia, o animal aparentava cansaço e dificuldades para respirar, chegando a deitar no chão. Andrey afirmou à TV Vanguarda que estava alcoolizado e acreditou que o cavalo havia morrido. Antes de mutilar o animal, ele avisou ao amigo: "Se você tem coração, melhor não olhar", e, com um facão, decepou as patas do cavalo.

Após o ato, Andrey ainda desferiu outros golpes contra o animal, enquanto o amigo, Dalton, registrava a cena em vídeo. As imagens foram publicadas nas redes sociais, viralizaram e causaram grande indignação nacional. Celebridades como a cantora Ana Castela e a atriz Paolla Oliveira manifestaram repúdio e cobraram justiça pelo caso.

A Polícia Civil confirmou que o cavalo estava vivo no momento da mutilação. A informação foi divulgada semanas depois pelo delegado Rubens Luiz Fonseca Melo e pela veterinária Luana Gesualdi, que acompanhou as investigações. Em vídeo publicado nas redes sociais, o delegado informou que o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.