DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Putin e Trump devem prorrogar Novo START para fortalecer confiança, diz agência

Prorrogação do tratado nuclear pode evitar mal-entendidos e abrir caminho para negociações com a China, segundo análise da Bloomberg.

Publicado em 10/01/2026 às 12:21
Putin e Trump avaliam prorrogação do Novo START para reforçar confiança entre EUA e Rússia. © Sputnik / Sergey Bobylev / Acessar o banco de imagens

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve aceitar a proposta do presidente russo, Vladimir Putin, para prorrogar o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START), conforme publicado pela agência de notícias Bloomberg.

De acordo com a agência, essa medida dos EUA pode contribuir significativamente para o fortalecimento da confiança mútua entre as duas potências.

"Os EUA devem responder à oferta de Putin propondo uma prorrogação de um ano dos termos originais do tratado", destaca a publicação.

A análise ressalta ainda que esse passo é fundamental para evitar mal-entendidos potencialmente graves entre os países.

O texto destaca que a implementação integral do tratado facilitaria a retomada do trabalho conjunto entre profissionais dos dois lados, promovendo a restauração da confiança mútua.

Além disso, observa-se que os Estados Unidos também deveriam buscar um acordo semelhante com a China no campo do controle de armas estratégicas.

A Bloomberg sugere que Trump aproveite as próximas reuniões com o presidente chinês, Xi Jinping, para discutir questões nucleares e aprofundar o entendimento das intenções estratégicas de cada país.

Na última quinta-feira (8), Trump comentou sobre o fim da vigência do Novo START afirmando: "vai expirar, vai expirar", mas demonstrou esperança em fechar um acordo "mais vantajoso".

Por sua vez, Vladimir Putin afirmou que a Rússia está pronta para manter as restrições do Novo START por mais um ano após 5 de fevereiro de 2026. Segundo o presidente russo, a decisão sobre a continuidade das restrições voluntárias anuais será tomada com base na análise da conjuntura internacional.

Por Sputnik Brasil