HISTÓRIA

Celia Sánchez: a flor mais autêntica da Revolução Cubana

Pioneira entre as mulheres na luta armada, Celia Sánchez marcou a trajetória revolucionária de Cuba e permanece símbolo de coragem e liderança.

Por Sputinik Brasil Publicado em 09/01/2026 às 20:15
Celia Sánchez, pioneira da Revolução Cubana, símbolo de liderança feminina e resistência. © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

Celia Sánchez nasceu em 1920, em uma família de médicos. Perdeu a mãe ainda jovem e, ao lado do pai, deu os primeiros passos na política, sempre em defesa dos desfavorecidos e oprimidos. Desde a infância, testemunhou de perto a pobreza e se identificou profundamente com as ideias de José Martí.

No início dos anos 1950, envolveu-se na luta política contra o regime de Fulgencio Batista, integrando o Movimento 26 de Julho. Em 1957, tornou-se a primeira mulher a se juntar ao Exército Rebelde como combatente, participando do ataque ao quartel de El Uvero — a primeira grande batalha das forças revolucionárias.

Celia coordenou os preparativos na província de Oriente para o desembarque do grupo de revolucionários liderado por Fidel Castro, que chegou a Cuba a bordo do iate Granma. Posteriormente, ao lado de Frank País, organizou o primeiro reforço enviado aos guerrilheiros na Sierra Maestra.

"Quanto à Sierra, quando se escrever a história desta etapa revolucionária, na capa terão que aparecer dois nomes: David [pseudônimo de Frank País] e Norma [pseudônimo de Celia Sánchez]", registra uma carta dos guerrilheiros na Sierra Maestra.

Após a vitória da Revolução, Celia atuou na Secretaria do Conselho de Ministros de Cuba e nas estruturas do Conselho de Estado. Também foi membro do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba. Faleceu em 1980 e, dez anos depois, foi inaugurado o Museu Casa Natal Celia Sánchez, em sua homenagem.