CRISE NO SISTEMA FINANCEIRO

Galípolo e diretores do BC se reúnem com presidente do TCU em meio à crise do Master

Encontro acontece na segunda-feira, em Brasília, para discutir liquidação extrajudicial do Banco Master e atuação do TCU no caso.

Publicado em 09/01/2026 às 20:05
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo © Lula Marques/Agência Brasil

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, irá se reunir na próxima segunda-feira, 12, às 14h, com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho. O encontro ocorre em meio aos impasses envolvendo a liquidação do Banco Master.

Além de Vital do Rêgo, participam pelo TCU a secretária-geral de Controle Externo, Juliana Pontes; o secretário-geral de Comunicação, Flávio Takashi Sato; e a auditora-chefe adjunta da Secretaria-Geral de Controle Externo, Maria Bethânia Lahoz. A reunião será realizada na sede do Banco Central, em Brasília.

A pauta principal é a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo BC em novembro do ano passado. Em dezembro, o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, solicitou que a autarquia justificasse a medida, classificada por ele como "extrema" e "precipitada".

Já neste mês, em decisão monocrática, Jhonatan de Jesus determinou uma inspeção in loco no Banco Central "com a máxima urgência". Após repercussão negativa, o ministro recuou e encaminhou o tema para apreciação do plenário da Corte de Contas, cuja primeira sessão colegiada está marcada para 21 de fevereiro.

A atuação do ministro no caso gerou questionamentos sobre os limites de atuação do TCU. Especialistas e técnicos do Tribunal ouvidos pelo Estadão afirmam que o órgão não teria competência para interferir na liquidação determinada pelo Banco Central, tampouco para tentar reverter a decisão da autoridade monetária.

Nesta sexta-feira, 9, em entrevista ao SBTNews, Vital do Rêgo afirmou que não cabe ao Tribunal de Contas tentar reverter a liquidação do Banco Master. Segundo ele, porém, o TCU tem competência para fiscalizar o processo e a atuação do Banco Central no caso. Vital do Rêgo também adiantou que o processo deve ser concluído em breve.

"Eu vejo esse processo terminar rapidamente no Tribunal, até porque os elementos que nós vamos buscar no Banco Central poderão ser bastante efetivos para que nós possamos concluir esse processo rapidamente", declarou.