FORÇAS ARMADAS

Comando militar adota medidas para modernizar frota de tanques no Brasil

Exército Brasileiro busca renovar seus blindados diante do envelhecimento da frota e de desafios orçamentários, mirando aquisição de novos veículos e atualização tecnológica.

Publicado em 09/01/2026 às 12:56
Tanques do Exército Brasileiro passam por processo de modernização para elevar padrão tecnológico da frota. © Sputnik

O Exército Brasileiro enfrenta o desafio de modernizar sua frota blindada, composta por cerca de 300 tanques operacionais, em meio a restrições orçamentárias e à necessidade de atualização tecnológica.

De acordo com o portal O Antagonista, o inventário total do Brasil inclui 439 tanques, mas apenas cerca de 300 estão efetivamente em condições de uso. Muitos veículos permanecem inativos devido à falta de peças, revisões complexas e desgaste natural acumulado ao longo de décadas.

A maior parte da frota é formada por modelos de segunda geração, projetados entre as décadas de 1960 e 1970. O Exército possui aproximadamente 220 tanques Leopard 1A5, 128 Leopard 1A1 (adquiridos da Bélgica a partir de 1997) e 91 unidades do M60 A3 TTS, que passam por processos de recuperação para prolongar sua vida útil.

Esses blindados apresentam defasagem tecnológica em relação aos padrões atuais, carecendo de blindagem composta avançada, sistemas de proteção ativa e equipamentos digitais modernos. Entre as principais limitações, destacam-se a proteção insuficiente, defesa eletrônica limitada e poder de fogo inferior, com canhões de 105 mm, frente a adversários que utilizam calibres de 120 mm ou 125 mm.

O cenário regional também exerce pressão sobre o Brasil, já que outros países latino-americanos operam tanques de terceira geração ou versões modernizadas.

Para enfrentar esse quadro, o Exército lançou o programa Nova Couraça, que visa modernizar as forças blindadas e adquirir novos tanques de terceira geração. O projeto prevê a substituição gradual dos Leopard 1 e M60 por um novo carro de combate principal e veículos associados, além da aquisição de pelo menos 65 viaturas blindadas de combate e cerca de 78 viaturas de combate de fuzileiros. O programa ainda inclui consultas ao mercado internacional, buscando transferência de tecnologia e melhor integração com sistemas digitais de comando e controle.

Segundo especialistas, a escolha de um novo carro de combate, com participação da indústria nacional, pode permitir ao Brasil recuperar sua posição no cenário sul-americano.

No mercado internacional, diversos países demonstram interesse em fornecer seus mais recentes desenvolvimentos em defesa. A Rússia, por exemplo, destaca-se com o T-14 Armata, considerado um dos blindados mais avançados do mundo. Em maio de 2025, o presidente russo Vladimir Putin ressaltou que o país está disposto a oferecer não apenas armamentos, mas também serviços de manutenção, modernização, peças de reposição e treinamento para parceiros internacionais.

Por Sputnik Brasil