ECONOMIA

Feriados em 2026 podem impactar vendas do comércio no Rio

Levantamento do SindilojasRio aponta que excesso de feriados pode reduzir faturamento em mais de R$ 2 bilhões

Publicado em 09/01/2026 às 07:32
Excesso de feriados em 2026 pode reduzir faturamento do comércio no Rio de Janeiro.

O estado do Rio de Janeiro terá, ao todo, 26 feriados municipais em 2026, considerando aniversários das cidades e outras datas de relevância regional, além dos feriados nacionais e estaduais, como o Dia de São Jorge (23 de abril). Segundo levantamento do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), o comércio varejista fluminense pode deixar de faturar mais de R$ 2 bilhões neste ano. O faturamento mensal do setor atinge, em média, R$ 1,4 bilhão, sendo a cidade do Rio responsável por cerca de metade desse valor, aproximadamente R$ 700 milhões.

O principal desafio para o comércio é que datas comemorativas importantes cairão em dias úteis, o que pode ampliar os chamados "enforcamentos" e levar muitas empresas a não funcionarem nesses períodos, diminuindo a movimentação de consumidores nas ruas. Essa situação afeta especialmente o comércio de rua. Também é relevante considerar os 52 domingos do ano, quando grande parte do comércio permanece fechada. Além disso, 2026 será ano de Copa do Mundo e de eleições, fatores que podem afetar ainda mais o desempenho do setor.

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Outro aspecto analisado é a lucratividade, que depende do custo de abrir o estabelecimento e da receita gerada com a loja em funcionamento. Essa avaliação é especialmente frequente em shoppings e no comércio de rua, que costumam abrir em feriados e focam, em geral, na venda de produtos essenciais.

“Os feriados são importantes para a sociedade. O excesso é que preocupa. Não fossem os acordos coletivos, que permitem a abertura nos feriados e domingos, e o comércio eletrônico, as perdas de faturamento poderiam ser ainda maiores”, afirma Aldo Gonçalves, presidente do SindilojasRio.

“O excesso de feriados acaba por prejudicar a atividade do comércio, freando a circulação de mercadorias e o giro do dinheiro e dos negócios. Em algumas localidades, afeta notadamente os lojistas de rua, principalmente os de menor porte, que são mais sensíveis aos efeitos dos finais de semana e feriados porque já não abrem nesses dias, normalmente”, avalia Gonçalves.

Nos feriados, os gastos das famílias tendem a se concentrar em lazer, turismo, bares e restaurantes, reduzindo o fluxo de consumidores nas lojas tradicionais, conclui o presidente do SindilojasRio.