Protestos se espalham pelo Irã, apesar de bloqueio da internet
Manifestantes desafiam restrições do regime e tomam as ruas após convocação de príncipe exilado
Manifestantes ocuparam as ruas de diversas cidades do Irã até a manhã desta sexta-feira, 9, atendendo a uma convocação do príncipe herdeiro exilado. Em resposta ao movimento, o regime iraniano bloqueou o acesso à internet e restringiu chamadas telefônicas internacionais.
Vídeos curtos divulgados por ativistas mostram grupos de manifestantes entoando cânticos contra o governo em torno de fogueiras. As imagens revelam destroços espalhados pelas ruas de Teerã e outras localidades.
A mídia estatal do Irã rompeu o silêncio nesta sexta-feira e afirmou que “agentes terroristas” dos Estados Unidos e de Israel estariam envolvidos em incêndios e atos violentos durante os protestos. O noticiário também mencionou a existência de vítimas, sem fornecer detalhes adicionais.
Os protestos, motivados pela crise econômica, ganharam força desde o dia 28 e se transformaram no maior desafio ao governo iraniano em anos. Entre as manifestações, ecoaram gritos de apoio ao xá Reza Pahlevi, que deixou o país pouco antes da Revolução Islâmica de 1979.
O filho homônimo de Pahlevi, atualmente nos Estados Unidos, convocou protestos para quinta-feira, 8, e para esta sexta. “Iranianos exigiram sua liberdade esta noite. Em resposta, o regime no Irã cortou todas as linhas de comunicação”, declarou o príncipe exilado. “Desligou a internet. Cortou as linhas telefônicas fixas. Pode até tentar bloquear sinais de satélite.”
Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos EUA, a repressão já resultou em 42 mortos e cerca de 2,3 mil detidos.
Fonte: Associated Press. Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.