RELATÓRIO DA ONU

ONU destaca papel da IA na economia global, mas alerta para riscos e desigualdades

Organização aponta que avanços em inteligência artificial impulsionam investimentos, mas podem ampliar desigualdades e gerar riscos financeiros.

Publicado em 08/01/2026 às 15:48
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A inteligência artificial (IA) desponta como um dos principais motores de investimento e transformação econômica mundial em 2026, conforme aponta o relatório Situação e Perspectivas da Economia Mundial, divulgado nesta quinta-feira, 8, pela Organização das Nações Unidas (ONU). Apesar do potencial inovador, a ONU alerta para riscos financeiros, sociais e institucionais decorrentes do avanço acelerado da tecnologia.

De acordo com o relatório, “os rápidos avanços em IA e em tecnologias de energia limpa estão estimulando novas ondas de investimento e inovação”, o que tem impulsionado os gastos em infraestrutura digital e tecnologias avançadas. No entanto, a ONU ressalta que esses investimentos seguem altamente concentrados em poucas economias desenvolvidas, aprofundando as desigualdades e deixando muitos países para trás.

O documento evidencia o “vasto potencial da tecnologia”, mas adverte que o cenário atual de investimentos em IA também gera preocupações sobre a formação de uma possível bolha financeira, com impactos globais. Nos Estados Unidos e em partes da Europa, a expansão da IA tem sido um dos principais vetores de formação de capital, embora parte desses investimentos possa ter sido antecipada, tornando-se vulnerável a eventuais desacelerações.

No comércio internacional, a rápida adoção da IA tende a ampliar a demanda por serviços digitais. Estimativas citadas no relatório indicam que a tecnologia pode aumentar o comércio global em quase 40% entre 2025 e 2040, ao reduzir custos operacionais e elevar a eficiência no comércio de bens e serviços.

No mercado de trabalho, a ONU adota uma postura mais cautelosa. O relatório destaca que a IA vem sendo utilizada em processos de contratação e alerta que modelos de linguagem podem influenciar decisões, favorecendo determinados grupos sociais e, assim, ampliando desigualdades.