CASO MASTER

Rui Costa afirma que competência para liquidação do Banco Master é do Banco Central

Ministro da Casa Civil reforça papel técnico do BC em meio a investigações do TCU

Publicado em 08/01/2026 às 14:42
O ministro da Casa Civil, Rui Costa reprodução

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quinta-feira (8) que o entendimento do governo federal é de que a competência para liquidar o Banco Master cabe ao Banco Central (BC). A declaração ocorre em meio à recente atuação do Tribunal de Contas da União (TCU), que havia iniciado uma inspeção para apurar os procedimentos adotados pelo BC, mas cuja decisão foi suspensa nesta quinta-feira.

"Historicamente, as instituições devem atuar dentro de suas competências. Esse é o nosso entendimento. E essa competência pertence ao Banco Central, que conta com técnicos altamente especializados e realiza um monitoramento rigoroso. Eles possuem ampla capacidade técnica e os pareceres apresentados à diretoria são ratificados após estudo criterioso", afirmou Rui Costa após evento que marcou os três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro, no Palácio do Planalto.

O ministro destacou ainda que a atuação do BC se fundamenta em critérios técnicos e defendeu o trabalho de profissionais experientes no monitoramento do sistema financeiro brasileiro.

"Sou sempre favorável ao respeito aos pareceres e ao trabalho técnico de quem estudou e se dedica há anos. O Banco Central é, institucionalmente, o órgão responsável por monitorar o sistema financeiro e adotar as providências necessárias", reforçou o chefe da Casa Civil.

Conforme divulgado pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, instituições e personalidades ligadas à operação do Banco Master foram alvo de uma tentativa de assassinato de reputação nas redes sociais pouco antes do fim do ano. Diversas postagens buscaram questionar a credibilidade de órgãos públicos e privados, como o Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), no contexto da liquidação extrajudicial do Master, decretada pelo BC em 18 de novembro do ano passado. A liquidação foi assinada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo.