Estados Unidos registram protestos após morte de mulher por agente de imigração em Minnesota
Manifestantes vão às ruas em várias cidades americanas após operação do ICE terminar com mulher morta em Minneapolis; caso reacende debate sobre atuação policial.
Protestos se espalharam por diversas cidades dos Estados Unidos após uma mulher ser morta a tiros por um agente de imigração durante uma operação realizada na quarta-feira, 7, em Minneapolis. Em Nova York, cerca de 400 pessoas se reuniram em frente ao escritório regional do Serviço de Imigração e Aduanas (ICE, na sigla em inglês), localizado no sul de Manhattan.
No ato, políticos locais marcaram presença e alertaram a população para manter "alerta máximo" diante de possíveis novas batidas do ICE. Manifestações semelhantes também ocorreram em cidades como Miami e Nova Orleans.
Durante entrevista coletiva, a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, mencionou os protestos que tomaram Minneapolis após o assassinato de George Floyd pela polícia, em 2020. Segundo Noem, "esta cidade já pegou fogo antes", em crítica ao governador de Minnesota, Tim Walz, e a outras lideranças locais, que, segundo ela, não teriam agido com a rapidez necessária. O tiroteio aconteceu a menos de um quilômetro do local onde Floyd foi morto.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) afirmou que o agente do ICE atirou contra a motorista após ela tentar usar o veículo para atropelar policiais durante a operação.
Imagens gravadas por testemunhas e divulgadas nas redes sociais mostram agentes se aproximando de um SUV parado no meio da rua e tentando abrir a porta do lado do motorista. Em seguida, o carro arranca e outro agente, posicionado à frente do veículo, dispara pelo menos dois tiros.
O automóvel avança, empurra o agente para trás sem derrubá-lo e colide com dois carros estacionados antes de parar. Pessoas que presenciaram a cena reagiram com gritos de choque.
(Com agências internacionais)