OPERAÇÃO POLICIAL

Dono de empresa de turismo esportivo é preso em SC acusado de estelionato

Empresário era foragido no Pará e investigado em outros estados; clientes relataram prejuízos em pacotes para eventos esportivos.

Publicado em 08/01/2026 às 07:38
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu, na última terça-feira (6), um empresário do ramo de turismo esportivo acusado de estelionato contra diversos clientes. O suspeito, considerado foragido da Justiça do Pará, também era investigado em outros estados, como São Paulo e Rio de Janeiro. Ele foi localizado em um prédio de luxo em Balneário Camboriú, cidade turística do litoral catarinense.

Segundo informações do portal G1, o detido é Fernando Sampaio de Souza e Silva, de 36 anos, responsável pela empresa Outsider Tours, especializada em pacotes de viagem para torcedores acompanharem eventos esportivos, como finais da Libertadores, Uefa Champions League e Fórmula 1.

As investigações apontam que o empresário comercializava pacotes incluindo ingressos, passagens aéreas e hospedagem, mas não entregava os serviços aos clientes. Alguns consumidores só descobriram o golpe no dia do evento, na porta do estádio, ao perceberem que os ingressos não seriam fornecidos.

A defesa de Sampaio não foi localizada até o momento. A empresa desativou suas contas nas redes sociais e o site exibe um aviso de "temporariamente fechado".

No site Reclame Aqui, há dezenas de reclamações contra a Outsider Tours, de clientes de várias regiões do Brasil, relatando compra de pacotes e não recebimento dos serviços contratados.

Entre os relatos, destacam-se queixas relacionadas às finais da Libertadores de 2022, em Guayaquil, no Equador, e à decisão do torneio de 2023, em Lima, Peru, entre Palmeiras e Flamengo.

Um dos clientes relatou: "Comprei com a empresa Outsider Tours um pacote completo para a Final da Libertadores 2025 em Lima, Peru, no valor de R$ 13.940,00, pago à vista. O pacote incluía passagem aérea, hotel e ingresso do jogo".

"Dois dias antes da viagem, a empresa entrou em contato informando que eu não poderia viajar, alegando que não fecharam a quantidade mínima de clientes para o pacote. Além de ser um absurdo cancelar tão próximo do evento, desde então a empresa simplesmente desapareceu", acrescentou o consumidor.

A empresa respondeu com uma mensagem padrão, solicitando que o cliente enviasse dados para um e-mail, a fim de dar continuidade à apuração do caso: "Assim que recebermos as informações, conseguiremos avançar com a apuração e o suporte adequado".

A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que o preso seria o responsável por empresas de turismo esportivo "que vendeu pacotes de viagens para jogos e corridas dentro e fora do país, enganando torcedores que não receberam os pacotes conforme contratado".

"Além de ter sido preso preventivamente por mandado expedido pela Vara Criminal de Tucuruí/PA, também foi indiciado em inquéritos policiais no Rio de Janeiro e São Paulo", informou a polícia em comunicado.

O empresário foi encaminhado ao sistema prisional catarinense e permanece à disposição da Justiça. Não há informações sobre transferência para o Pará.