Trump ameaça restringir dividendos de empresas de defesa dos EUA
Presidente condiciona pagamento a investimentos em modernização e critica salários de executivos do setor
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (7), por meio de suas redes sociais, que irá proibir o pagamento de dividendos e a recompra de ações pelas empresas de defesa do país até que sejam realizados mais investimentos na modernização das fábricas de equipamentos militares.
“As empresas de defesa não estão produzindo o nosso grande equipamento militar com rapidez suficiente e, uma vez produzido, não o mantêm de forma adequada nem ágil. A partir de agora, esses executivos devem construir fábricas de produção novas e modernizadas, tanto para a entrega e a manutenção desse importante equipamento quanto para a fabricação dos modelos mais recentes de equipamentos militares do futuro”, escreveu Trump.
O presidente também criticou os salários dos executivos da indústria de defesa, classificando-os como “exorbitantes e injustificáveis, dada a lentidão com que essas empresas entregam equipamentos vitais”.
Trump advertiu ainda que nenhum executivo “deveria poder ganhar mais de 5 milhões de dólares (R$ 28 milhões)” até que suas exigências sejam atendidas.
“O equipamento militar não está sendo fabricado com rapidez suficiente! Ele deve ser produzido agora com os dividendos, as recompras de ações e a supercompensação dos executivos, em vez de recorrer a empréstimos de instituições financeiras ou receber dinheiro do governo”, acrescentou o presidente.
As declarações ocorrem em meio a uma postura mais expansionista do governo Trump, marcada por recentes ações militares, como a invasão da Venezuela que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, além de declarações sobre o interesse estratégico dos EUA na Groenlândia, sem descartar o uso de força militar.