Bolsas de NY fecham sem direção única com pressão sobre bancos e defesa, enquanto farmacêuticas avançam
Setores de defesa e bancos recuam após anúncios de Trump, mas farmacêuticas e mineração de terras raras impulsionam ganhos em Nova York.
As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta quarta-feira sem direção única, refletindo a volatilidade dos principais setores. O segmento de mineração manteve forte desempenho, impulsionado pelo cenário internacional, especialmente em relação às terras raras.
O setor de defesa, por sua vez, registrou queda após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou restrições quanto ao pagamento de dividendos e recompra de ações por empresas do segmento. Bancos também foram pressionados, enquanto empresas farmacêuticas apresentaram altas relevantes.
O Dow Jones recuou 0,94%, fechando aos 48.996,08 pontos. O S&P 500 caiu 0,34%, para 6.920,93 pontos, enquanto o Nasdaq avançou 0,16%, encerrando em 23.584,27 pontos.
Segundo análise do Swissquote Bank, apesar de o risco imediato na Venezuela aparentemente ter diminuído, os Estados Unidos tendem a manter postura ativa na região. O banco destaca ainda que as relações tensas com a Otan e a Europa reforçam a importância de manter exposição ao setor de defesa.
No entanto, as ações de defesa dos EUA recuaram após Trump afirmar que não permitirá mais dividendos ou recompra de ações no setor. A Lockheed Martin caiu 4,85%, a Northrop Grumman perdeu 5,6% e a General Dynamics recuou 4,17%. Entre os bancos, destaque para a queda do JPMorgan Chase (-2,28%), após a notícia de que sua divisão de gestão de ativos deixará de trabalhar com consultores que votam por procuração.
As ações da MP Materials, produtora de terras raras, subiram 4,48%, em movimento que vem desde a deposição do presidente venezuelano Nicolás Maduro em ataque americano.
No setor farmacêutico, a Eli Lilly avançou 4,2% após informações sobre negociações para adquirir a Ventyx Biosciences, cujos papéis dispararam 37%. A Moderna teve alta de 0,64%. Já a Merck, que chegou a subir, fechou em queda de 0,25% após anunciar o início da fase 3 de estudo sobre o calderasib para cânceres com mutação KRAS G12C e concluir a aquisição da Cidara.