MERCADO INTERNACIONAL

Petróleo fecha em queda com foco em oferta e noticiário geopolítico global

Preços recuam diante de incertezas sobre estoques nos EUA, ações de Trump em relação à Venezuela e tensões no Leste Europeu.

Publicado em 07/01/2026 às 17:13
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta quarta-feira, 7, em queda, pressionados por questões relacionadas à oferta global e ao cenário geopolítico. O movimento refletiu tanto os comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a entrega de óleo venezuelano, quanto os desdobramentos acerca de um possível acordo de paz no Leste Europeu. Investidores também monitoraram dados divergentes sobre os estoques norte-americanos.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para fevereiro recuou 2,00% (US$ 1,14), fechando a US$ 55,99 por barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 1,22% (US$ 0,74), encerrando a US$ 59,96 o barril.

Os preços do petróleo mantiveram a trajetória de baixa desde a madrugada, intensificando o movimento após a divulgação de dados conflitantes sobre os estoques nos Estados Unidos. De acordo com o Departamento de Energia (DoE), houve queda nos estoques de petróleo, mas os derivados, como gasolina e destilados, registraram alta acima do esperado.

No front geopolítico, Trump anunciou na terça-feira que autoridades interinas da Venezuela entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade e sancionado” ao país. A declaração ocorre em um momento em que o mercado avalia riscos de superoferta e a pressão de Washington pela aquisição da Groenlândia.

Segundo Simon Lack, gerente de portfólio do Catalyst Energy, a ação de Trump não aumentará o fornecimento global de petróleo venezuelano, apenas redirecionará os embarques. “A China, maior compradora, terá de substituir esses volumes. Portanto, o impacto sobre os preços deve ser limitado”, explica.

Para Neil Crosby, analista da Sparta, os movimentos modestos nos preços sugerem que o mercado percebe baixo risco de escalada de conflito entre Estados Unidos e Venezuela.

Paralelamente, Reino Unido e França anunciaram planos para estabelecer centros militares na Ucrânia caso um acordo de cessar-fogo com a Rússia seja alcançado. Embora a medida seja vista como um avanço importante para a Ucrânia, analistas do DnB alertam que pode ser inviável para a Rússia.

Com informações da Dow Jones Newswires