Brasil amplia exportações em 2025 em meio a tensões geopolíticas e tarifas dos EUA
País bate recorde de vendas externas para mais de 40 parceiros, apesar de queda nas exportações para os Estados Unidos.
Mesmo diante de tensões geopolíticas e do aumento de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, o Brasil conseguiu ampliar suas exportações em 2025 para mais da metade dos países com os quais mantém relações comerciais, segundo o portal Brasil 247.
Com base em dados oficiais, a reportagem destaca que as exportações brasileiras cresceram de forma significativa em 2025, estabelecendo recordes em mais de 40 países parceiros, impulsionadas especialmente pela indústria de transformação.
"O avanço alcançou 53,3% dos países com os quais o Brasil mantém relações comerciais, indicando uma diversificação relevante dos destinos das vendas externas", aponta o texto.
Segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os principais destaques no aumento das importações de produtos brasileiros foram Canadá (14,8%), Índia (30,2%), Noruega (8,8%), Paquistão (132,6%), Paraguai (6,9%), Suíça (53,7%), Turquia (7,9%) e Uruguai (29,5%).
Por outro lado, as exportações do Brasil para os Estados Unidos registraram queda: o volume caiu de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões em 2025, uma redução de 6,6%.
Entre os produtos que atingiram marcas históricas de vendas externas estão carne bovina (US$ 16,6 bilhões), alumínio (US$ 3,4 bilhões), veículos para transporte de mercadorias (US$ 3,1 bilhões), caminhões (US$ 1,8 bilhão), café torrado (US$ 1,2 bilhão), máquinas e aparelhos elétricos (US$ 1,0 bilhão), entre outros.
A indústria de transformação liderou o desempenho positivo, com exportações recordes de US$ 189 bilhões (R$ 1,02 trilhão). A indústria extrativa também se destacou, com exportação de 416 milhões de toneladas de minério de ferro e 98 milhões de toneladas de petróleo.
No setor agropecuário, houve crescimento de 3,4% em volume e 7,1% em valor, reforçando a relevância do segmento para a balança comercial brasileira.
"O desempenho reflete, segundo o governo, uma estratégia ativa de abertura e consolidação de novos mercados em meio às dificuldades do comércio internacional", ressalta a publicação.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, já havia destacado que, mesmo diante de desafios geopolíticos, o Brasil conseguiu conquistar novos mercados e ampliar sua presença internacional.
Por Sputinik Brasil