TENSÃO INTERNACIONAL

Casa Branca diz que tripulação russa do Marinera pode enfrentar acusações criminais nos EUA

Secretária de imprensa Karoline Leavitt detalha posição dos EUA após apreensão do petroleiro russo e comenta estratégias em relação à Venezuela e Groenlândia.

Publicado em 07/01/2026 às 14:58
Tripulação russa do Marinera pode ser processada nos EUA após apreensão do petroleiro. © AP Photo / Alex Brandon

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quarta-feira (07) que a tripulação russa do petroleiro Marinera poderá responder a acusações criminais nos Estados Unidos.

Durante coletiva, Leavitt explicou que a embarcação foi apreendida por ordem judicial e que os tripulantes estão sujeitos a processos por eventuais violações da legislação federal norte-americana. "A embarcação tinha uma ordem judicial de apreensão e a tripulação, o que significa que agora a tripulação está sujeita a processo por qualquer violação da lei federal aplicável e será levada à justiça dos Estados Unidos, se necessário", declarou.

A apreensão do Marinera pela Guarda Costeira dos EUA ocorre em meio a um cenário de crescente tensão internacional, especialmente após recentes operações norte-americanas na Venezuela e o sequestro do líder venezuelano, Nicolás Maduro.

Leavitt também comentou sobre a postura intervencionista dos Estados Unidos em relação a países latino-americanos, como Colômbia, Cuba e Venezuela, além de reiterar o interesse norte-americano na Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, sob o argumento de ampliar a influência no Ártico.

Venezuela

Durante a coletiva, a secretária afirmou que os Estados Unidos não mantêm ativos militares na Venezuela, mas ressaltou que o presidente Donald Trump "poderá exercer seu direito de enviar tropas caso julgue necessário". "O presidente, naturalmente, reserva-se o direito de usar as forças armadas dos EUA, se necessário; não é algo que ele deseje fazer. A diplomacia é sempre a primeira opção", disse Leavitt.

Ela informou ainda que autoridades interinas venezuelanas concordaram em transferir petróleo sujeito a sanções para os Estados Unidos. Segundo Leavitt, Trump anunciou na terça-feira (06) que a Venezuela enviaria 50 milhões de barris de petróleo, que seriam comercializados a preço de mercado.

"Este petróleo autorizado estava essencialmente parado em barris em navios devido ao bloqueio naval dos Estados Unidos, e as autoridades interinas concordaram em entregar este petróleo aos Estados Unidos, então ele chegará aqui muito em breve."

Leavitt destacou que os EUA detêm "poder máximo para influenciar" a Venezuela neste momento e afirmou que ainda é prematuro discutir próximas eleições no país. Ela também confirmou que imigrantes ilegais venezuelanos continuarão sendo deportados, mesmo após a recente operação.

Groenlândia

Durante a coletiva, a representante da Casa Branca reiterou o interesse dos EUA em adquirir a Groenlândia, reforçando a estratégia de ampliar o controle no Ártico.

Por Sputnik Brasil