TENSÃO NO ÁRTICO

Países europeus reforçam apoio à Groenlândia e cobram postura dos EUA

Líderes europeus destacam princípios da Otan, defendem soberania da Groenlândia e reagem a possíveis planos dos EUA para a ilha.

Publicado em 07/01/2026 às 14:09
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Por meio de suas redes sociais, países europeus reforçaram a mensagem expressa em declaração conjunta assinada por líderes da França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca em apoio e defesa da Groenlândia.

O comunicado ressalta que a segurança no Ártico permanece como prioridade estratégica para a Europa e para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “Nós e muitos outros aliados aumentamos nossa presença, atividades e investimentos para manter o Ártico seguro e dissuadir adversários. O Reino da Dinamarca — incluindo a Groenlândia — faz parte da Otan”, afirma a nota.

Os países europeus enfatizam que a proteção da região deve ser realizada de forma coletiva, em parceria com os Estados Unidos, “sustentando os princípios da Carta da ONU, como soberania, integridade territorial e inviolabilidade das fronteiras. Estes são princípios universais, e não vamos parar de defendê-los”, reforça o texto.

A declaração conclui destacando que “a Groenlândia pertence ao seu povo”.

Nesta semana, a Casa Branca confirmou que o presidente Donald Trump e sua equipe discutem “opções de aquisição” para a ilha — possibilidade que incluiria até o uso da força.

Em meio às tensões entre EUA, Dinamarca e Groenlândia, Trump criticou alguns países da Otan, mas depois reafirmou o apoio de Washington ao bloco militar.

O presidente norte-americano argumenta que os EUA precisam controlar a Groenlândia para assegurar a segurança do território da Otan diante do avanço de China e Rússia no Ártico.

Na última segunda-feira (5), o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielssen, respondeu com veemência às declarações de Trump, rejeitando a ideia de anexação e exigindo respeito ao direito internacional. Autoridades da Groenlândia e Dinamarca tentam — até agora sem sucesso — agendar reunião com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.