Lula critica discurso de austeridade e defende mais investimentos no Brasil
Presidente afirma que país deixou de avançar por priorizar cortes e pede agilidade na aplicação de recursos em hospitais inteligentes
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira (7) que o Brasil não alcançou um patamar mais elevado de desenvolvimento porque, historicamente, tem priorizado o discurso de que 'gasta-se muito'.
"Quando a gente determina um projeto, não podemos ouvir a palavra 'não tem dinheiro, não posso fazer'. O Brasil não está mais avançado, melhor ou em outro patamar, porque nesse País sempre se utilizou a palavra 'gasta-se muito, é muito caro, não dá para fazer'. E a gente nunca se perguntou quanto custou a gente não ter feito as coisas na hora em que deveria fazer", declarou Lula durante cerimônia de anúncio da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS.
O presidente criticou a extinção da CPMF, afirmando que o Congresso, em 2007, derrubou o tributo "achando que iam me prejudicar". Segundo ele, o Sistema Único de Saúde (SUS) perdeu bilhões de reais por ano devido à decisão.
"Passamos todo esse tempo faltando a CPMF, que tão bem poderia ter ajudado a saúde neste País", acrescentou Lula.
Durante o evento, Lula elogiou o SUS e pediu que os recursos emprestados pelo Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o Banco dos Brics, para a construção de hospitais inteligentes, sejam aplicados rapidamente.
O presidente citou a presidente do NDB, Dilma Rousseff, o Ministério da Fazenda e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao solicitar que a verba seja utilizada sem demora.
Alexandre Padilha informou que a construção dos hospitais deve levar de três a quatro anos.
Lula também destacou a importância da recuperação da imagem do SUS após a atuação durante a pandemia de covid-19. "A recuperação da imagem que o SUS conquistou no Brasil depois da apoteótica participação para salvar gente da covid-19 deu ao SUS uma legitimidade que a gente já sabia que tinha", afirmou.