Há trabalho a ser feito nas negociações comerciais entre Brasil e EUA, diz secretária do MDIC
Tatiana Prazeres destaca avanços, mas ressalta desafios como tarifas elevadas sobre produtos brasileiros e necessidade de ampliar exclusões.
A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, afirmou em entrevista à GloboNews que as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos ainda demandam esforços, apesar dos avanços importantes registrados no segundo semestre de 2025.
"Brasil e EUA mantêm uma relação histórica. O comércio entre os dois países é de benefício mútuo, e todo o empenho do governo brasileiro ao longo destes meses foi voltado à negociação", destacou Prazeres.
Ela explicou que ainda existem produtos brasileiros sujeitos a tarifas de 50%, como máquinas e equipamentos, móveis e calçados. O objetivo do MDIC é ampliar o número de itens excluídos dessas sobretaxas.
A secretária também comentou sobre a redução das exportações brasileiras para os EUA. Embora tenha havido queda, em dezembro foi registrado um abrandamento no ritmo de retração. "Em outubro, as exportações caíram mais de 30%. Já em dezembro, após as exclusões negociadas com o governo dos EUA, a queda foi de 7%", relatou.
Durante a entrevista, Prazeres ressaltou que a dualidade macroeconômica seguirá presente no comércio exterior em 2025. "Enquanto buscamos ampliar o acesso a outros mercados, também precisaremos enfrentar as barreiras impostas por esses países", concluiu.