Dólar inicia o dia em queda de 0,20%, cotado a R$ 5,3690, à espera de dados dos EUA
Investidores aguardam indicadores econômicos americanos e acompanham cenário geopolítico e político nacional
O dólar à vista abriu em queda de 0,20%, negociado a R$ 5,3690 nesta quarta-feira, 7, acompanhando o movimento da moeda americana no exterior e refletindo a cautela dos investidores antes da divulgação de importantes dados econômicos dos Estados Unidos.
Além disso, o mercado segue atento a riscos geopolíticos, como a crise na Venezuela e as recentes ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, relacionadas à possível anexação da Groenlândia. No início da manhã, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, oscilava entre leves altas e baixas, operando de forma estável.
O foco dos investidores está nos indicadores do mercado de trabalho e de serviços dos Estados Unidos. Entre os destaques do dia estão a divulgação da pesquisa ADP de emprego no setor privado (às 10h15), o relatório Jolts sobre vagas abertas (às 12h) e o índice PMI de serviços medido pelo ISM (também às 12h), todos em meio à expectativa de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião do fim do mês. Às 18h10, a vice-presidente de Supervisão do Fed, Michelle Bowman, participa de um evento, e suas declarações podem influenciar as projeções do mercado.
No cenário doméstico, a agenda econômica segue enxuta, o que tende a aumentar a influência do ambiente externo sobre o câmbio.
O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgou que os aluguéis residenciais subiram 0,51% em dezembro, após alta de 0,37% em novembro. No acumulado de 2025, o índice registra alta de 8,85%, ante avanço de 6,92% nos 12 meses encerrados em novembro.
No campo político, permanecem no radar os desdobramentos envolvendo o Banco Master, com expectativa de apresentação de requerimento para abertura de uma CPMI sobre o caso, além de movimentações no governo para a possível substituição do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Embora esses temas possam gerar ruídos no ambiente doméstico, operadores afirmam que, até o momento, não há impacto direto relevante sobre a formação da taxa de câmbio.
Também nesta quarta-feira, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou ser plenamente possível aprovar o fim da escala 6x1 mesmo em ano eleitoral. Ele participa do programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).