CONFLITO NO LESTE EUROPEU

Premiê britânico anuncia instalação de bases militares do Reino Unido e França na Ucrânia após cessar-fogo

Keir Starmer detalha planos conjuntos com França para apoiar defesa ucraniana e monitorar cessar-fogo, com apoio de aliados ocidentais.

Por Sputinik Brasil Publicado em 06/01/2026 às 19:28
Keir Starmer detalha planos de bases militares do Reino Unido e França na Ucrânia após cessar-fogo. © Ludovic Marin

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou nesta terça-feira (6) que Reino Unido e França estabelecerão bases militares em toda a Ucrânia e construirão depósitos de equipamentos para as forças armadas ucranianas, caso um cessar-fogo seja alcançado.

De acordo com Starmer, Londres e Paris construirão instalações protegidas para armas e equipamentos militares, com o objetivo de atender às necessidades de defesa da Ucrânia. O premiê também destacou que uma série de medidas adicionais foram acordadas com os "parceiros de coalizão".

Compromissos internacionais

"Primeiro, participaremos do monitoramento e da verificação de qualquer cessar-fogo liderado pelos EUA. Segundo, apoiaremos o fornecimento de armamentos a longo prazo para a defesa da Ucrânia. E terceiro, trabalharemos para firmar compromissos vinculativos de apoio à Ucrânia em caso de um futuro ataque armado por parte da Rússia."

Além de Starmer, participaram do encontro o presidente da França, Emmanuel Macron, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, o genro de Donald Trump, Jared Kushner, o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o líder ucraniano, Vladimir Zelensky.

O enviado Steve Witkoff afirmou que o trabalho em torno das garantias de segurança para a Ucrânia está "praticamente concluído" e que o grupo espera "mais progressos como resultado de tudo o que aconteceu" na reunião realizada em Paris.

"Acreditamos que concluímos em grande parte os protocolos de segurança, que são importantes para que o povo ucraniano saiba que, quando isso terminar, terminará para sempre. Mas também acreditamos, crucialmente, que estamos muito, muito perto de concluir um acordo de prosperidade tão robusto quanto qualquer outro já visto em um país que saiu de conflitos como este."

Jared Kushner declarou que Donald Trump acredita que um "acordo certo" pode proporcionar um longo período de paz, com base nas conversas mantidas com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao longo de 2025, sobre a operação militar especial.

França se posiciona

Na segunda-feira (5), Emmanuel Macron afirmou, em entrevista a uma emissora nacional, que está pronto para enviar milhares de soldados à Ucrânia caso um acordo de cessar-fogo seja firmado.

"Estamos prontos para enviar tropas como parte das forças multinacionais. Não participaremos de operações de combate — quero deixar isso claro para que nossos cidadãos entendam. Estamos falando do período pós-paz, de um possível envio de alguns milhares de militares. No entanto, isso não acontecerá imediatamente, pois o envio será planejado e executado como parte de nossas operações no exterior."

Reação russa

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, já havia declarado que a presença de tropas de países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em território ucraniano, sob qualquer bandeira e em qualquer função, inclusive como forças de paz, representa uma ameaça para a Rússia, e que Moscou não aceitará essa possibilidade sob nenhuma hipótese.