MERCADO INTERNACIONAL

Petróleo encerra em baixa após volatilidade e incertezas sobre oferta global e Venezuela

Queda dos preços reflete temores sobre produção venezuelana e sinais de abundância no mercado internacional

Publicado em 06/01/2026 às 17:10
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta terça-feira (6), após uma sessão marcada por forte volatilidade. O movimento foi influenciado pela percepção de oferta global abundante e pela incerteza em relação aos desdobramentos na Venezuela, além de recentes sinais sobre a política de preços de grandes produtores.

O petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), recuou 2,04% (US$ 1,19), fechando a US$ 57,13 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), caiu 1,72% (US$ 1,06), encerrando a US$ 60,70 o barril.

Analistas do ING destacaram que os recentes acontecimentos na Venezuela representam um risco adicional de queda para a oferta no curto prazo. Eles ressaltam que qualquer potencial aumento na produção dependerá de investimentos significativos no setor de energia do país.

De acordo com a Pepperstone, o mercado permanece cético quanto a uma rápida recuperação da produção venezuelana, diante do estado precário da infraestrutura energética local e da necessidade de investimentos bilionários. Para a corretora australiana, qualquer aumento relevante de oferta é uma "história para um horizonte bem mais distante" e, por ora, não altera a perspectiva para o mercado global de petróleo.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que há "muito petróleo para explorar" e que isso tende a pressionar os preços da commodity para baixo. Segundo ele, o governo americano deve se reunir com executivos de empresas petrolíferas para discutir o futuro da produção venezuelana após a deposição de Nicolás Maduro.

Charles-Henry Monchau, do Syz Group, avaliou que uma eventual mudança de comando político na Venezuela pode beneficiar empresas de serviços petrolíferos e de infraestrutura, como Halliburton e Schlumberger, além de refinadoras como Valero Energy e Phillips 66, caso haja uma retomada de investimentos no setor.

Com informações da Dow Jones Newswires