TENSÃO DIPLOMÁTICA

China exige libertação imediata de Maduro e reforça defesa dos princípios da ONU

Governo chinês critica ação dos EUA, pede respeito à soberania venezuelana e destaca compromisso com a Carta da ONU.

Publicado em 06/01/2026 às 16:39
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Marcelo Camargo / Agência Brasil

A China solicitou nesta terça-feira, 6, que os Estados Unidos libertem imediatamente o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores.

Durante a coletiva diária, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, afirmou que os EUA ignoram o status de chefe de Estado de Maduro ao processá-lo e submetê-lo a um "julgamento" em território americano.

"Isso viola seriamente a soberania nacional da Venezuela e desestabiliza as relações internacionais. Nenhum país deve impor suas regras internas acima do direito internacional", declarou Mao Ning.

A China também pediu que Washington garanta a segurança pessoal de Maduro e Cilia Flores e instou o governo americano a cessar tentativas de derrubar o governo venezuelano, defendendo o diálogo e a negociação como caminhos para a resolução de conflitos.

Além disso, o governo chinês manifestou apoio ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), ressaltando a importância do órgão cumprir seu mandato.

"Estamos prontos para trabalhar com a comunidade internacional para defender firmemente a Carta da ONU, os princípios fundamentais da justiça internacional e a equidade internacional", reforçou a porta-voz chinesa.

Segundo informações, forças armadas americanas capturaram no sábado, 3, Maduro e a primeira-dama venezuelana, levando-os aos EUA, onde enfrentam acusações criminais.

Em outro momento, ao comentar declarações de Donald Trump sobre a necessidade de assumir a Groenlândia devido à presença de navios chineses, Mao Ning afirmou que a China insta os Estados Unidos a "pararem de usar a chamada 'ameaça da China' como pretexto para buscar ganhos egoístas".