Petrobras confirma vazamento de fluido no Foz do Amazonas e paralisa operações
Estatal afirma que incidente não traz riscos ambientais e que medidas corretivas já foram adotadas
Segundo nota oficial, não há riscos à sonda ou ao poço, e o fluido vazado não representa ameaça ambiental.
A Petrobras confirmou neste domingo (4) um vazamento de fluido durante operação de perfuração no Foz do Amazonas. O incidente ocorreu em duas linhas conectadas à sonda do poço Morpho, localizado a 175 km da costa do Amapá.
De acordo com comunicado da estatal, as operações foram imediatamente interrompidas para avaliação e reparo das tubulações. A empresa ressaltou que não há problemas estruturais com a sonda ou o poço, e que o fluido vazado está dentro dos níveis de toxicidade aceitáveis, sendo biodegradável.
"Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração."
O Ibama concedeu, em 20 de outubro do ano passado, licença para a Petrobras explorar o primeiro poço na Bacia do Foz do Amazonas. As operações de perfuração foram iniciadas no mesmo dia.
A atividade tem sido alvo de críticas de ambientalistas e defensores do meio ambiente, já que a região é reconhecida por sua rica biodiversidade marinha. Também há preocupação com a proximidade de comunidades indígenas, que poderiam ser impactadas culturalmente.
Segundo estimativas da Petrobras, a perfuração deverá durar cerca de cinco meses, período em que será avaliado o potencial de petróleo e gás na área. Até o momento, não há produção de petróleo no local.