MERCADO FINANCEIRO

Dólar inicia terça-feira em leve alta, cotado a R$ 5,4157

Moeda americana avança frente ao real acompanhando cenário externo e cautela dos investidores diante de incertezas geopolíticas.

Publicado em 06/01/2026 às 09:22
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O dólar abriu o pregão desta terça-feira (6) em leve alta frente ao real, refletindo a valorização moderada da moeda americana no exterior e a postura mais cautelosa dos investidores diante do ambiente geopolítico ainda incerto.

No início das negociações, o dólar à vista registrava alta de 0,19%, sendo cotado a R$ 5,4157. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,14% nas primeiras horas do dia. No mercado futuro, o contrato de dólar para fevereiro operava praticamente estável, com variação positiva de 0,04%, a R$ 5,4500.

No cenário internacional, a busca por segurança segue seletiva, impulsionando os preços dos metais preciosos desde ontem. O ouro avançou 3% e a prata subiu 8%, em meio aos desdobramentos da crise política na Venezuela.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na segunda-feira (5) que o país não está em guerra com a Venezuela, afirmou que pretende "consertar" o país e descartou a possibilidade de novas eleições no curto prazo. Segundo a Bloomberg, Trump solicitou ao secretário de Estado, Marco Rubio, que lidere o processo de implementação de reformas econômicas e políticas no país vizinho. Apesar disso, o clima de incerteza permanece elevado, mantendo o dólar como ativo de proteção.

No Brasil, a agenda econômica do dia é enxuta, o que reforça a influência do cenário externo sobre o câmbio na abertura. O principal destaque é a divulgação da balança comercial de dezembro e do acumulado de 2025, prevista para as 15h, seguida de coletiva de imprensa do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin. Projeções do mercado apontam para um superávit de US$ 7,1 bilhões em dezembro, após saldo positivo de US$ 5,842 bilhões em novembro.

Investidores também acompanham os desdobramentos envolvendo o Banco Master, após determinação do ministro Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União (TCU), para uma inspeção no Banco Central sobre o processo de liquidação extrajudicial da instituição. Auditores do BC consideram a medida atípica, o que levanta questionamentos sobre a segurança jurídica no sistema financeiro e mantém o tema em destaque no mercado.

No âmbito político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve vetar o projeto de lei que reduz penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) prepara um evento para marcar os três anos da tentativa de golpe. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, anunciou que solicitará à Polícia Federal a investigação de parlamentares da oposição sob acusação de incentivar uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil, aumentando a tensão no cenário político.

No exterior, além da crise venezuelana, investidores monitoram discursos de dirigentes do Federal Reserve, com destaque para Tom Barkin, presidente do Fed de Richmond, às 10h, além da divulgação do PMI de serviços e composto dos Estados Unidos, às 11h45. Na Alemanha, será divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI) de dezembro.

Na segunda-feira, o dólar à vista encerrou o dia em queda de 0,37%, a R$ 5,4055, menor valor de fechamento desde 11 de janeiro (R$ 5,4044).