MERCADO INTERNACIONAL

Bolsas europeias têm desempenho misto, com setor de defesa apoiado por tensões na Venezuela

Índices acionários reagem à operação dos EUA que derrubou Maduro; ações de defesa e mineração se destacam.

Publicado em 06/01/2026 às 07:12
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Por Sergio Caldas

As bolsas europeias operam sem direção definida na manhã desta terça-feira (6), após alguns índices renovarem máximas históricas intradia. Investidores seguem atentos aos desdobramentos geopolíticos da operação dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na queda do ditador Nicolás Maduro.

Por volta das 6h50 (horário de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 apresentava leve alta de 0,13%, alcançando 602,57 pontos.

O setor aeroespacial e de defesa permanece beneficiado pelo contexto internacional, com seu subíndice subindo 0,8% e ampliando os ganhos do pregão anterior. Já o subíndice de mineração avançava 0,60%, impulsionado pela valorização do ouro e da prata.

Entre os destaques corporativos, as ações da Novo Nordisk disparavam 6,3% em Copenhague, após a farmacêutica dinamarquesa lançar nos Estados Unidos o comprimido para perda de peso Wegovy.

Os desdobramentos da ofensiva americana na Venezuela continuam no radar dos mercados. Ontem, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA "não estão em guerra" com a Venezuela, enfatizando que o objetivo é combater o tráfico de drogas. O ex-ditador Maduro foi levado para Nova York, onde enfrentará julgamento por narcoterrorismo e outros crimes.

No cenário macroeconômico, o PMI de serviços da zona do euro recuou para 52,4 em dezembro, de acordo com a leitura final da S&P Global, ficando levemente abaixo da estimativa inicial. No Reino Unido, o indicador também foi revisado para baixo.

Às 7h06 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,48%, Paris recuava 0,52% e Frankfurt registrava leve alta de 0,02%. Milão e Lisboa avançavam 0,08% e 0,44%, respectivamente, enquanto Madri caía 0,14%.

Mais cedo, os índices FTSE 100 (Londres), DAX (Frankfurt) e Ibex 35 (Madri) atingiram recordes históricos intradia.

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