INVESTIGAÇÃO

Polícia realiza operação em adega suspeita de vender bebida adulterada

Ação ocorreu após morte de jovem que teria consumido produto com metanol; proprietário foi preso por outras irregularidades

Publicado em 05/01/2026 às 18:55
Polícia Civil faz operação em adega de São Paulo suspeita de vender bebida adulterada com metanol.

A Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação nesta segunda-feira (5) em uma adega localizada em Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista, após a morte de uma adolescente de 15 anos. A jovem teria ingerido bebida alcoólica adquirida no estabelecimento, suspeita de ter sido adulterada com metanol.

O proprietário da adega foi preso, mas por 'ligação clandestina de energia elétrica e armazenamento irregular de fogos de artifício', conforme informou a Polícia Civil. As investigações continuam para apurar se as bebidas comercializadas no local estavam adulteradas e se podem ter causado a morte da adolescente.

No local, os policiais apreenderam bebidas destiladas e 17 caixas contendo fogos de artifício.

A adolescente morreu no último final de semana, após consumir as bebidas alcoólicas durante a virada do ano. A causa da morte está sendo apurada pelo Instituto Médico Legal (IML).

Além deste caso, outros quatro óbitos estão sob investigação em todo o estado de São Paulo por suspeita de intoxicação por metanol, segundo a Secretaria de Saúde.

Entre as vítimas investigadas estão um homem de 39 anos, de Guariba; uma pessoa de 31 anos, de São José dos Campos; e duas pessoas de Cajamar.

Até o momento, São Paulo já registra 51 casos confirmados de ingestão de metanol, com 11 mortes. Quatro dessas mortes ocorreram na capital. Também foram registradas duas mortes em São Bernardo do Campo, três em Osasco, uma em Jundiaí e outra em Sorocaba.

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