SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL

Ministério da Saúde enviará insumos de diálise à Venezuela após ataque dos EUA

Ação ocorre após destruição de centro médico venezuelano em ofensiva militar americana, que agravou crise de saúde no país vizinho.

Publicado em 05/01/2026 às 18:26
Ministério da Saúde enviará insumos de diálise à Venezuela após ataque dos EUA Depositphotos

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta segunda-feira (5) que o Brasil irá enviar insumos de diálise, essenciais para o tratamento de pacientes renais, à Venezuela. A medida foi tomada após uma ação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e destruiu um centro de distribuição de equipamentos médicos no país vizinho.

“Estamos mobilizando, por meio das estruturas do SUS e de empresas privadas brasileiras, insumos para diálise e medicamentos. Vamos dar esse apoio ao povo venezuelano, que teve seu centro de distribuição atacado e destruído, o que pode causar desabastecimento desses insumos. Eles têm cerca de 16 mil pacientes em tratamento de diálise, o que corresponde a aproximadamente 10% do total de pacientes do SUS no Brasil”, afirmou Padilha. O ministro também informou que o pedido de ajuda partiu da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Padilha ressaltou que o apoio brasileiro é motivado tanto pela proximidade geográfica quanto pela solidariedade, lembrando que, durante a crise de oxigênio em Manaus, no auge da pandemia de covid-19 em 2021, a Venezuela enviou 135 mil metros cúbicos de oxigênio para ajudar o Brasil.

“Conflitos bélicos como esse têm impactos diretos nos serviços de saúde de países vizinhos. O Brasil sempre estará à disposição para ajudar, por razões humanitárias. Não podemos esquecer que, quando houve o colapso de oxigênio em Manaus, o apoio venezuelano foi fundamental para salvar vidas”, destacou o ministro.

Além do envio de insumos, uma equipe da Força Nacional do SUS (FNSUS) foi deslocada para Roraima, estado brasileiro que faz fronteira com a Venezuela, para avaliar a situação das estruturas de saúde, profissionais, vacinas e outros insumos na região.

“Nossa equipe do Ministério da Saúde e membros da Força Nacional, com vasta experiência em situações de tragédia, já estão na região identificando estruturas hospitalares e avaliando a possibilidade de ampliação. Se necessário, montaremos hospitais de campanha ou ampliaremos as estruturas existentes para minimizar os impactos sobre o sistema público brasileiro”, concluiu Padilha.

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