Suíça congela ativos ligados a Maduro e aliados após prisão do presidente venezuelano nos EUA
Medida suíça bloqueia bens de Maduro e 37 associados por quatro anos, ampliando sanções após detenção do líder venezuelano em Caracas.
O governo suíço anunciou nesta segunda-feira (5) o congelamento de ativos mantidos no país pelo venezuelano Nicolás Maduro e seus associados, após a prisão do presidente por forças dos Estados Unidos em Caracas e sua transferência para os EUA.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Suíça, ao todo, 37 pessoas foram afetadas pelo bloqueio, que terá validade de quatro anos. O objetivo é impedir a retirada de ativos possivelmente ilícitos, somando-se às sanções já impostas à Venezuela desde 2018, conforme comunicado oficial.
Mais cedo, em audiência em um tribunal de Nova York, Nicolás Maduro declarou-se inocente de todas as acusações. O líder venezuelano foi detido na manhã de sábado (3) pelos EUA e levado a Nova York, junto com sua esposa, Cilia Flores.
Maduro e Cilia Flores respondem a acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de conspiração contra os Estados Unidos.
"Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente", afirmou Maduro, alegando ter sido sequestrado pelo governo americano.
Nesta segunda-feira (5), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, foi empossada pela Assembleia Nacional.
"Venho com dor, mas também devo dizer que venho com honra para jurar em nome de todos os venezuelanos e de todas as venezuelanas; venho jurar por nosso pai libertador Simón Bolívar (…) juro, pela minha honra, que não darei descanso ao meu braço nem repouso à minha alma até ver a Venezuela no destino que lhe corresponde, no pedestal de honra", declarou Rodríguez ao assumir o cargo.
Por Sputnik Brasil