Cientistas russos iniciam em Moçambique expedição científica pelo continente africano

Cientistas russos iniciaram pesquisas na região de Moçambique como parte da Grande Expedição Africana. O objetivo é fornecer dados atualizados sobre as reservas de biorrecursos aquáticos e abrir novas áreas de pesca.
O navio de pesquisa Atlântida está operando na zona econômica exclusiva de Moçambique. As capturas de arrastos de controle variaram de 2 kg a 134 kg por arrasto. De acordo com os organizadores, estudos como esses não eram realizados desde os anos 1980.
As principais capturas incluem anchovas luminosas, tubarões, lulas e camarões. No total, ao longo de uma semana — de 22 a 28 de março — foram coletados 971 kg de recursos biológicos aquáticos, segundo o relatório da expedição.
Os levantamentos de fundo também incluíram a costa da Guiné-Bissau. As principais capturas consistem em cavala africana, sardinha africana e pescada.
O lançamento oficial da Grande Expedição Africana ocorreu em 21 de agosto de 2024, no Porto de Pesca do Mar de Kaliningrado. Como parte da expedição, estão planejadas pesquisas científicas nas águas costeiras de 18 Estados da África Ocidental e da parte ocidental do oceano Índico.
Dois navios de pesquisa, Atlantniro e Atlântida, bem como o veleiro Kruzenshtern, participam da expedição. O objetivo da iniciativa é aumentar a geografia da pesca doméstica russa e fortalecer a posição do país como potência marítima.
Os estudos vão abranger, ainda, as zonas de Marrocos, Mauritânia, Nigéria, Camarões, São Tomé e Príncipe, Gabão, Guiné Equatorial, República do Congo e Angola, Mauritânia, Senegal, Guiné-Bissau, República da Guiné, Serra Leoa, Moçambique, Madagascar, ilhas Maurício, Omã e Eritreia.
Os Estados da África terão acesso a informações sobre os estoques de peixe, o que contribuirá significativamente para a segurança alimentar global.