COMÉRCIO EXTERIOR

Casa Branca: Trump tem autoridade pra aumentar tarifas recíprocas se parceiros comerciais retaliarem

Publicado em 02/04/2025 às 21:07
© AP Photo / Ben Curtis

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem o poder de aumentar tarifas recíprocas caso os parceiros comerciais decidam responder, disse a Casa Branca em um comunicado emitido nesta quarta-feira (2).

"A Ordem IEEPA de hoje também contém autoridade de modificação, permitindo que o presidente Trump aumente a tarifa se os parceiros comerciais retaliarem ou diminuírem as tarifas, se os parceiros comerciais tomarem medidas significativas para remediar acordos comerciais não recíprocos e se alinharem com os Estados Unidos em questões econômicas e de segurança nacional", disse o comunicado.

O mesmo comunicado sinalizou que a potência estadunidense vai impor uma tarifa de 10% sobre todas as importações estrangeiras a partir de 5 de abril, com tarifas mais altas para países com os quais os EUA têm os maiores déficits comerciais a partir de 9 de abril.

"O presidente [Donald] Trump irá impor uma tarifa de 10% a todos os países. Isso entrará em vigor em 5 de abril de 2025. O presidente Trump irá impor uma tarifa individualizada recíproca mais alta aos países com os quais os Estados Unidos têm os maiores déficits comerciais. Todos os outros países continuarão sujeitos à tarifa básica original de 10%. Isso entrará em vigor em 9 de abril de 2025", adicionou a declaração.

O tarifaço

Na semana passada, Trump anunciou tarifas de 25% sobre a importação de veículos e peças automotivas nos EUA, medida que pode impactar diretamente as grandes montadoras asiáticas, principais exportadoras para o mercado estadunidense.

Seul, Pequim e Tóquio estão entre os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos. As negociações para um acordo de livre comércio trilateral, iniciadas em 2012, ainda não apresentaram progressos significativos.

Em fevereiro, Trump assinou decretos com a imposição de tarifas sobre produtos de Canadá, México e China. No caso do Canadá, o indicador ficou em 25% para todas as importações, com exceção do setor de recursos energéticos, cuja taxa foi definida em 10%.

O mesmo valor foi aplicado ao México, enquanto à China foi determinada uma tarifa adicional de 10%, além das que já existem sobre o comércio entre os dois países.

Posteriormente, o norte-americano anunciou a suspensão da aplicação das taxações ao México e ao Canadá por um mês, após um acordo envolvendo o fortalecimento da segurança nas fronteiras, com o objetivo de combater o tráfico de drogas e o fluxo de imigrantes irregulares.


Por Sputinik Brasil