ING: Benefícios das tarifas podem vir a longo prazo, mas dor no curto prazo parece certa

Considerando os custos de transferir a produção para os EUA, muitos fabricantes podem decidir que é mais barato manter as instalações de produção onde estão e simplesmente absorver as tarifas de Donald Trump dentro dos custos operacionais e, talvez, esperar que a atitude do governo seja mais branda, diz o ING em relatório publicado nesta quarta-feira, 2.
Em pronunciamento durante a tarde, Trump disse que ficará de uma alíquota mínima de 10% sobre importações de todos os países.
A medida tarifária aumentará substancialmente a receita tributária graças à falta de produtos fabricados nos EUA que possam ser substituídos pelos americanos, dando a Trump margem de manobra fiscal para cumprir suas promessas de cortes de impostos estendidos e ampliados ainda este ano, explica o banco holandês.
"À medida que os fabricantes se reinstalarem, a receita tarifária obviamente diminuirá, mas a esperança é que isso seja mais do que compensado pelo aumento das receitas de impostos sobre a folha de pagamento e sobre as empresas", acrescenta.
No entanto, o ING firma que o período de transição será doloroso, com a redução do poder de compra dos consumidores e dos lucros das empresas, o que pode levar a uma economia dos EUA mais fraca em 2025.