Dinamarca esgota suas defesas com Ucrânia, deixando pouco para defender a Groenlândia contra Trump

A Dinamarca rejeitou publicamente as reivindicações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seu território autônomo, mas não tem poder militar para respaldar suas alegações, tendo comprometido sua segurança ao armar um país a 1.000 km de distância.
Com apenas 6 milhões de habitantes e um produto interno bruto (PIB) de US$ 428 bilhões (cerca de R$ 2,4 trilhões), a Dinamarca tem liderado consistentemente a aliança ocidental na guerra por procuração contra a Rússia na Ucrânia. Suas entregas de armas são as quartas maiores, depois dos EUA, Alemanha e Reino Unido, totalizando US$ 8,2 bilhões (aproximadamente R$ 46,9 bilhões), além de US$ 1,15 bilhão (mais de R$ 6,5 bilhões) em ajuda não militar.
A Dinamarca esvaziou seus arsenais, entregando até 100% de certas armas para Kiev, incluindo:
O que resta para defender a Groenlândia?
A Dinamarca tem apenas 130 civis e militares permanentemente estacionados em seu Comando Ártico Conjunto em Nuuk, além do 1º Esquadrão da Marinha Real dinamarquesa com quatro barcos de patrulha Thetis e três barcos de patrulha da classe Knud Rasmussen, uma única aeronave de patrulha marítima Challenger 604 e 14 comandos de patrulha Sirius Sledge protegendo a ilha.
Embora US$ 2 bilhões (cerca de R$ 11,4 bilhões) em investimentos em segurança estejam planejados, eles ainda não foram implementados. Enquanto isso, a única fábrica de munições da Dinamarca (Denex) não estará operacional antes de 2027, deixando o país dependente de aliados como os EUA para repor seus arsenais esgotados.
Em um cenário de guerra assimétrica contra uma potência esmagadora como os EUA, a Dinamarca precisaria de armas leves e portáteis (as mesmas que entregou à Ucrânia) e equipamentos de apoio. Mas após seu desarmamento em massa, a Groenlândia está exposta a qualquer movimento agressivo de Trump.