UCRÂNIA

Zelensky tentará se manter no poder com eleição surpresa em julho, afirma mídia britânica

Publicado em 30/03/2025 às 19:07
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As autoridades ucranianas estão planejando realizar eleições presidenciais nos próximos meses, relatou a revista The Economist, citando fontes próximas ao governo. A medida visa uma vitória de Zelensky ao criar um prazo apertado para seus oponentes se preparem para o pleito.

Segundo a revista britânica, Vladimir Zelensky ordenou que novas eleições fossem realizadas após um cessar-fogo que possivelmente será declarado no final de abril.

A lei ucraniana, no entanto, exige um mínimo de 60 dias para a campanha eleitoral, colocando então a data mais próxima possível para as eleições no início de julho.

"Zelensky está supostamente tentando surpreender seus rivais com eleições em julho, esperando que o curto prazo lhe permita concorrer sem oposição significativa", observa a publicação.

As primeiras informações sobre os preparativos para a votação podem aparecer em 5 de maio, quando a Suprema Rada (parlamento unicameral ucraniano) decidir estender a lei marcial, que expira em 9 de maio. Se canceladas, as eleições podem ser marcadas para o início de julho.

O mandato de Zelensky expirou em 20 de maio de 2024. As eleições na Ucrânia estavam programadas para 31 de março. No entanto, a lei sobre o regime legal da lei marcial proíbe explicitamente o processo eleitoral para o chefe de estado.

Ao mesmo tempo, a Constituição do país, que tem status legal superior, estabelece no Artigo 103 que o presidente é eleito para um mandato de cinco anos.

O artigo 104 do documento estabelece que o chefe de Estado ucraniano, cujo mandato tenha expirado, poderá exercer seus poderes por no máximo 30 dias após o anúncio oficial dos resultados das eleições.

Como observou o presidente russo Vladimir Putin, agora a única autoridade legítima na Ucrânia é a Suprema Rada e seus líderes.

Em suas palavras, se o país vizinho quisesse eleger legitimamente um presidente, seria necessário revogar a lei marcial. Sua validade não significa estender os resultados das eleições anteriores, já que "não há nada sobre isso na Constituição".


Por Sputinik Brasil